Correios ajuíza dissídio coletivo de greve
Trabalhadores devem apresentar ao TST novo Acordo Coletivo de Trabalho que inclui reajuste salarial de 5%
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 25 de agosto de 2020
Trabalhadores devem apresentar ao TST novo Acordo Coletivo de Trabalho que inclui reajuste salarial de 5%
Mie Francine Chiba - Grupo Folha 
Diante da discordância em relação ao ACT (Acordo Coletivo de Trabalho) 2020/2021, o Correios divulgou nesta terça-feira (25) o ajuizamento de Dissídio Coletivo de Greve no TST (Tribunal Superior do Trabalho). Os trabalhadores da estatal estão em greve desde o dia 18 e pedem o cumprimento das cláusulas do ACT homologado pelo TST (Tribunal Superior do Trabalho) e suspenso liminarmente pelo STF (Supremo Tribunal Federal).

Agora, a categoria deve apresentar ao TST um novo Acordo Coletivo de Trabalho que adiciona reajuste de 5% nos salários. "O ACT que tínhamos não previa reajustes neste ano. Já que foi rasgado, estamos apresentando ao TST um novo ACT, com 5% de aumento", disse Cristian Pires, diretor do Sintcom (Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Comunicações Postais, Telegráficas e Similares do Paraná) em Londrina.
Segundo ele, a categoria permanece em greve, com média de 80% de paralisação em nível nacional, até que a data do julgamento do dissídio seja definida pelo TST.
Em nota, o Correios argumentou que se colocou à disposição dos trabalhadores para negociação do ACT 2020/2021. "Desde o início de julho, os Correios tentaram negociar com as entidades representativas dos empregados os termos do ACT. Dando continuidade às ações de fortalecimento de suas finanças e consequente preservação de sua sustentabilidade, a empresa apresentou uma proposta que visa a adequar os benefícios dos empregados à realidade do país e da estatal."
A estatal alega ainda que a paralisação parcial em meio à pandemia traz prejuízos aos Correios e aos empreendedores brasileiros. "A empresa aguarda o retorno dos trabalhadores que aderiram ao movimento paredista o quanto antes, cientes de sua responsabilidade para com a população, já que agora toda a questão terá seu desfecho na justiça."


