'Corredor da Moda' prevê crescimento em 2008
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quarta-feira, 02 de janeiro de 2008
Caroline Vicentini<br>Reportagem Local 
A estabilidade da economia brasileira associada ao aumento no consumo e crédito farto e facilitado favoreceram o desempenho de um forte setor industrial paranaense - o confeccionista. O presidente do Sindicato das Indústrias do Vestuário de Cianorte (Sinveste), Wilson Becker, avalia 2007 como um ano bom para o setor têxtil, principalmente o segundo semestre. ''A previsão é que o faturamento seja 8% superior ao registrado no ano anterior. A economia aquecida e a explosão de consumo em todos os segmentos são fatores positivos ao desenvolvimento industrial'', aponta Becker. De acordo com Becker, o empresariado projeta o mesmo percentual de crescimento em 2008. O balanço com o desempenho do setor deve ser divulgado na segunda quinzena de janeiro, após o fechamento das vendas de final de ano dos lojistas.
O presidente do Sindicato Intermunicipal das Indústrias do Vestuário do Paraná (Sivepar) e coordenador do Conselho Temático do Vestuário, Marcos Tadeu Koslovski, reforça a avaliação de Becker sobre o desempenho do setor. ''A indústria é reflexo do comércio. Em 2007, fala-se em vendas de Natal 10% superiores a 2006. As perspectivas para 2008 são boas; as fábricas já apresentam o mostruário do alto verão'', sustenta.
De acordo com o presidente do Sindicato da Indústria do Vestuário de Maringá (Sindvest), Carlos Roberto Pechek, o bom momento das indústrias de confecção deve se estender pelos próximos dois anos. ''A economia está estabilizada e o consumidor com mais condições para gastar'', justifica.
Conforme os presidentes dos sindicatos, a maior parte da produção do pólo têxtil localizado nas regiões norte e noroeste do Paraná abastece principalmente os mercados do Paraná, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Rio Grande do Sul. Portanto, a desvalorização do dólar - que reduziu as exportações do vestuário nacional em mais de 30% - e as importações subfaturadas, principalmente os produtos chineses, não impactaram negativamente as vendas desta região.
''A moeda norte-americana desvalorizada facilita a importação de matéria-prima e aviamentos mais baratos, reduzindo o valor da roupa. O vestuário chinês é muito básico, e o mercado tem exigido cada vez mais produtos diferenciados'', explica Pechek.
O Paraná é o segundo maior pólo confeccionista brasileiro em produção, perdendo apenas para São Paulo. Segundo o presidente do sindicato de Maringá, em 2006 o Estado produziu 1 bilhão e 500 milhões de peças. O faturamento anual do setor é de R$ 3,5 bilhões.
O pólo têxtil localizado nas regiões Norte e Noroeste (destaque para Maringá, Londrina, Apucarana e Cianorte) é considerado um dos mais importantes parques industriais do País. Além do jeans, que responde por grande parte do faturamento, as empresas da região atuam também nos segmentos de malharia, infantil, lingerie, moda praia e a chamada modinha (roupas do dia-a-dia).


