Embora ainda esteja defasada, a correção de 8% na tabela do Imposto de Renda Pessoa Física (IR) é classificada como positiva pelo presidente do Sindicato dos Economistas de Londrina, Francisco Simões. Segundo ele, o IR está defasado desde 1994 em um índice de 65%.
Conforme o acordo, a faixa de isenção subiu de R$ 1.064 para R$ 1.257. Os trabalhadores que recebem de R$ 1.257 a R$ 2.512 pagarão a alíquota de 15%. Os que recebem acima deste valor, continuarão pagando 27,5%. ''Antes do acordo, quem tinha salário acima de R$ 2.326 pagava 27,5% de imposto. Agora esse valor subiu para R$ 2.512. É importante lembrar que a alíquota cobrada não foi alterada, somente as faixas de rendimento'', explica o economista.
Segundo ele, no próximo ano, a faixa de correção do IR deveria ser maior. ''Até o final de 2006 deveria haver uma correção mínima de 20% na tabela'', comenta. No entanto, ele lembra que antes de corrigir a tabela, a Fazenda faz os cálculos para saber quanto irá perder em arrecadação. ''O governo não aceita perder nada e, certamente, vai tributar outros setores'', diz. (F.M.)

mockup