Para muita gente, um detalhe do acordo do FGTS pode ter passado despercebido: o pagamento só vai começar no ano que vem (para alguns, só em 2004), mas desde o último mês de julho o montante a ser ressarcido não está mais rendendo juros.
Pela lei que regulamenta o acordo, o valor a ser pago, desde julho, está rendendo apenas a variação da TR. Os juros anuais não são mais contabilizados. Por isso, e em razão do deságio que será aplicado, advogados afirmam que dependendo do valor que a pessoa tem a receber pode valer a pena brigar na Justiça. ''A vitória é certa. O governo só está propondo o acordo porque o Supremo Tribunal Federal considerou justa a correção do FGTS'', diz o advogado Alexandre de Almeida Cardoso, do escritório Machado, Meyer, Sendacz e Opice.
Ele adverte, porém, que quem optar por entrar na Justiça agora tem de estar disposto a esperar cerca de oito anos, tempo médio que uma ação leva para ser julgada em caráter definitivo em última instância. ''Por isso o trabalhador deve antes analisar se a espera vale a pena financeiramente. Também deve ser considerada a idade da pessoa para esperar todo esse tempo'', diz.

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