Correção do FGTS injeta R$ 700 mi na economia
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quarta-feira, 11 de janeiro de 2006
Agência Brasil 
Rio de Janeiro - A Caixa Econômica Federal começa a pagar hoje mais uma parcela da correção do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) referente aos planos Verão e Collor 1. Os créditos representam uma injeção de R$ 700 milhões na economia brasileira, na avaliação do superintendente nacional do FGTS, Nelson Antonio de Souza.
Segundo ele, esses valores correspondem a uma parte dos recursos totais previstos para serem pagos nesta etapa (R$ 872,7 milhões) a aproximadamente 650 mil contas de trabalhadores. ''O histórico tem demonstrado, pelos pagamentos efetuados anteriormente, que aproximadamente 83% desses recursos são sacados de imediato'', explicou.
O superintendente esclareceu que têm direito a receber os trabalhadores que tinham saldos nas contas do FGTS em janeiro de 1989 a abril de 1990. Estão sendo pagas a sexta parcela de quem tem direito a receber de R$ 5 mil a R$ 8 mil e a quinta parcela de quem vai receber mais de R$ 8 mil. Desde junho de 2002, quando começou a fazer os pagamentos, a Caixa já creditou R$ 32,1 bilhões em 87,5 milhões de contas.
Souza explicou que o saque pode ser feito pelos trabalhadores que se enquadram em um dos requisitos previsto pela lei: demissão sem justa causa, aposentadoria, quando o trabalhador ou seu dependente for portador de uma doença maligna, quando estiver com mais de três anos ininterruptos fora do regime do FGTS e na utilização do Fundo para a compra da casa própria ou amortização do saldo devedor do financiamento habitacional. Para os demais casos, os valores serão depositados nas contas do FGTS.
O superintendente lembrou que a agência bancária de recebimento foi indicada no momento em que o trabalhador assinou o termo de adesão. ''Se foi em crédito em conta, já colocou o número e o banco que gostaria de receber''.
O trabalhador que tem o cartão do cidadão e vai receber até R$ 600, pode fazer o saque nos terminais de atendimento da Caixa, nas casas lotéricas e agências. ''Se ultrapassar esse valor poderá ir direto a um caixa da própria instituição e receberá normalmente esses valores'', afirmou o superintendente.


