CORRE-CORRE DE NATAL - Consumidores lotam Calçadão e supermercados
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domingo, 24 de dezembro de 2006
Erika Zanon<br> Reportagem Local 
Quem deixou para fazer compras na última hora encontrou as lojas do Centro de Londrina bastante movimentadas ontem. Nem a chuva do início da manhã inibiu os consumidores, que aproveitaram até as 20 horas o último dia - da véspera de Natal - de lojas abertas. A expectativa dos comerciantes, por sua vez, era bastante positiva. Eles esperavam pelo menos igualar o volume de vendas do ano passado, já que 2006 foi um ano difícil para o setor.
''Estamos confiantes com as vendas de hoje (ontem), o movimento deve ser muito bom. O brasileiro sempre deixa para comprar presentes de última hora'', disse a gerente de uma loja de calçados, Kátia Tivirolli de Paula. A expectativa da comerciante é que as vendas deste mês de dezembro se iguale às do ano passado. ''Pelo contexto que vivemos este ano, igualar as vendas já está bom demais'', comentou Kátia.
Ela lamentou que este ano o comércio central não poderá abrir as portas hoje, véspera de Natal, porque os sindicatos dos empregados e dos comerciantes não entraram em acordo. ''Ficou complicado pra gente, pois seria um dia a mais para vender'', lamentou a gerente. Segundo matéria publicada pela Folha esta semana, os dois sindicatos decidiram estender o horário de sábado (ontem), em mais duas horas, uma vez que o horário seria até as 18 horas, para tentar compensar a não abertura do domingo.
A gerente de uma loja de roupas e calçados do Centro, Solange Picolato, também reclamou que o estabelecimento não poderá abrir hoje. ''Em 16 anos de comércio é a primeira vez que vejo a loja não abrir na véspera de Natal. Mesmo assim acredito que hoje (ontem) as vendas serão muito boas'', afirmou Solange.
Consumidores - A secretária Ana Paula Maia deixou para comprar seu presente ontem porque não teve tempo durante a semana. ''Já comprei os presentes para toda a família antes, mas hoje (ontem) saí especialmente para escolher meu presente, eu mereço'', brincou Ana Paula.
Já a professora Selma Lima foi trocar alguns presentes. ''Eu já tinha comprado algumas coisas, mas resolvi trocar uns itens porque acho que vai ser mais do gosto da pessoa'', comentou. Selma frisou que não se incomoda com o tumulto que se forma nas lojas nas vésperas de dias festivos. Pelo contrário, ''se sente motivada a gastar''. ''Nos últimos dias sempre lembro as pessoas que tenho que presentear'', ressaltou a professora.
O bancário João Zaneti Júnior, ao contrário da professora, se incomoda com o grande movimento, mas não teve como evitar. ''Vim comprar alguns presentes que faltavam. Esses dias eu saí à noite, mas o movimento era tão grande que voltei pra casa. Hoje não deu para escapar'', observou.


