Corol inicia produção em 98
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sábado, 31 de maio de 1997
Guto Rocha 
ArquivoEliseu: Produtor é dono do pomar e a indústria só processa a produçãoA Corol também está apostando na produção de laranja e na industrialização da fruta. Segundo o presidente da cooperativa, Eliseu de Paula, a Corol vem desenvolvendo um projeto de citricultura já há cinco anos e até o final deste ano devem ser iniciadas as obras de uma indústria de esmagamento para a produção de suco de laranja in natura.
Eliseu de Paula diz que inicialmente a Corol irá investir R$ 2 milhões na instalação da indústria de suco e outros R$ 2 milhões na implantação de pomares de laranja. A previsão da Corol é de que até 1999 estejam implantados 3,5 mil hectares com laranjais, que irão produzir cerca de 4 milhões de caixas da fruta. O auge da produção deverá ser alcançado por volta de 2002, diz Eliseu.
A Corol já tem implantados 1,8 mil hectares de pomares e alguns em produção. Segundo Eliseu de Paula, a produção atinge 200 mil caixas, que estão em plena colheita. No próximo ano a produção destes pomares deve chegar a 500 mil caixas, diz. Eliseu diz que 80% da produção atual é destinada ao mercado de frutas in natura, o restante vai para a produção de sucos na Cocamar Citrus, em Paranavaí. A qualidade da fruta produzida na região é muito boa, tendo grande aceitação no mercado, afirma.
O presidente da Corol informa que a indústria de sucos deve iniciar o esmagamento em maio de 1998. Ele diz que a indústria irá processar 500 mil caixas de laranjas. O suco, pronto para beber, será envasado em caixinhas longa-vida. Quando a produção dos pomares atingirem os 4 milhões de caixas previstos, a indústria de suco deverá produzir entre 15 e 18 mil toneladas de suco.
Segundo Eliseu, a produção de suco da Corol será destinada ao mercado interno e mercado externo, principalmente o mercado japonês e asiático. O presidente da Corol aposta também na queda dos subsídios e taxas de importação para ampliar o mercado. Na medida em que os subsídios vão caindo, os mercados vão se expandir, diz. Ele observa que hoje a exportação de suco de laranja para os Estados Unidos é taxada em US$ 500,00 para cada tonelada de suco.
Pomares Para atingir as 4 milhões de caixas previstas no projeto, a Corol está estimulando seus cooperados a investirem na implantação de pomares. Eliseu de Paula afirma que atualmente 120 produtores, de 14 municípios da área de atuação da Corol, estão envolvidos com o projeto. A meta é atingir entre 200 e 250 produtores. Queremos expandir os pomares num raio de 150 quilômetros a partir da Corol, observa.
Eliseu diz que uma parte das mudas de laranja será distribuída através do convênio entre a Corol e Secretaria Estadual de Agricultura-Codapar, que vai subsidiar o fornecimento das plantas. Outra parte está sendo produzida e financiada pela cooperativa. O produtor interessado compra as mudas e paga a partir do quarto ano, com a sua própria produção, afirma.
O presidente da Corol observa que os produtores envolvidos no projeto não são simples fornecedores, mas como cooperados fazem parte de um projeto integrado, onde o produtor é dono do pomar e da indústria que processa sua produção. Eliseu afirma que o produtor pode ter uma renda que varia entre R$ 3 mil e R$ 4 mil/alqueire de laranja.
Além do projeto de citricultura, a Corol também tem projetos para aproveitar a mesma estrutura para produção de sucos de laranja, para processar acerola, maracujá e outras frutas cítricas. Para isso vamos estimular o produtor a investir na fruticultura, como forma de diversificação de sua atividade, comenta.


