Curitiba - Empresas paranaenses fabricantes de roupas e artigos esportivos esperam aumentar o faturamento com linhas de produtos relacionados à Copa do Mundo. A Dentro D’Água, a Zetex e a Be Little estão disponibilizando diversos itens com motivos verdes e amarelos, cores que identificam a Seleção de Ronaldinho e Cia. em todo o mundo.
  A Dentro D’Água, especializada em moda praia e para natação, desde o ano passado está com uma linha de biquínis com as cores da bandeira brasileira. A proprietária da empresa, Rita de Cássia Graf, explica que os biquinis serão expostos e comercializados na Espanha, Irlanda e Portugal, já que na Europa será verão durante a Copa.
  ‘‘Mas as exportações do setor têxtil brasileiro estão comprometidas devido ao valor do dólar. Nossa prioridade será o mercado interno. Estamos lançando vários produtos - maiôs, agasalhos esportivos, fitas e lenços para o cabelo, cachecóis, sungas e toucas - relacionados à Copa do Mundo’’, diz Rita de Cássia. Segundo ela, a expectativa é que a linha especial gere um aumento de 20% no faturamento da empresa na comparação com o inverno do ano passado.
  A Zetex, por sua vez, trabalha com produção e criação de artigos de moda e esportivos. O proprietário da empresa, Juliano Yukihiro Kitani, aponta que, no setor de criação, a encomenda de linhas de produtos referentes à Copa já proporcionou um aumento de 20% nas negociações. ‘‘Na produção própria, acredito que os produtos relacionados ao Mundial proporcionarão um crescimento de 10% nas vendas. Nossas expectativas na área são menores porque há muita concorrência de outras marcas, que disponibilizam produtos a preços muito baixos. Nossa clientela é a classe B’’, explica Kitani.
  Já a Be Little, que faz roupas e acessórios para crianças de até quatro anos de idade, está lançando uma linha de produtos que fazem referência à Copa do Mundo. A proprietária, Luciana Bechara, explica que esta produção será um trunfo neste meio de ano, período em que tradicionalmente as vendas da Be Little esfriam.
  ‘‘Foi engraçado, porque as vendas desta linha de produtos da Copa foram lentas em janeiro e fevereiro, quando esperávamos um grande movimento. Em abril, ocorreu uma recuperação surpreendente. As vendas da linha aumentaram 10% em relação aos meses anteriores. A expectativa é que agora em maio a comercialização destes produtos especiais cresça até 40%’’, diz Luciana.

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