Coréia fecha 5 bancos e exige reestruturação de 7
A comissão supervisora do mercado financeiro da Coréia do Sul determinou ontem o fechamento de cinco pequenos bancos regionais e apontou cinco instituições mais fortes para assumir o controle dos bancos fechados. Ao mesmo tempo, a comissão deu prazo até 31 de julho para sete grandes bancos apresentarem planos de saneamento que podem incluir fusões, investimentos externos, aumentos de capital e mudanças administrativas.
Segundo o plano para sanear o sistema financeiro apresentado pela comissão, o Shinhan Bank vai assumir o falido Donghwa Bank, o Korea Housing and Commercial vai adquirir o Dongnam Bank, o Kookmin vai comprar o Daedong, o Koram Bank ficará com o Kyungki Bank, e o Hana Bank assumirá o Chung Chong Bank.
Apesar de ser considerado um passo na direção certa, o anúncio frustrou os analistas que esperavam medidas mais profundas para acelerar a reforma do sistema financeiro abalado pela inadimplência. Os depósitos nestes bancos regionais representam não mais do que 10% dos depósitos do sistema, disse Paulo Rhee, analista da HSBC James Capel, em Seul.
Dos 12 bancos que estavam sendo monitorados pela comissão desde abril, todos os sete grandes (Hung, Hanil, Commercial Bank of Korea, Peace Bank of Korea, Kangwon, Chungbuk e Corea Exchange Bank) passaram pela inspeção e devem apresentar um plano de reestruturação até 31 de julho.
Tornando as relações trabalhistas na Coréia do Sul ainda mais tensas, a Hyundai Motor, maior fabricante de carros do país, solicitou ontem ao ministério do Trabalho a demissão de mais 4.830 de seus 46.000
trabalhadores. Recentemente, a companhia rescindiu os contratos de 4.200 empregados por meio de um programa de estímulo a aposentadorias. Respeitando um acordo feito entre governo, empresas e trabalhadores, do ministério do Trabalho.Jae-Hwan/France PresseFora de operaçãoBancários protestam contra a decisão do governo sul-coreanoAgência Estado





