São Paulo - O governo sul-coreano anunciou ontem que irá manter suspensa a compra de carne norte-americana até que as autoridades de saúde dos EUA confirmem que o rebanho destinado ao comércio com o país está livre do mal da vaca louca.
A Coréia do Sul é o segundo maior importador de carne dos EUA, que vende ao país mais de US$ 600 milhões por ano. Perde apenas para o Japão, que compra US$ 1,8 bilhão em carne e que também cancelou todas as importações. Juntos, os dois países consomem dois terços de todas as exportações de carne dos EUA. A decisão foi tomada após uma reunião em Seul com um grupo de negociadores americanos.
A suspensão nas compras de gado americano fez disparar os pedidos dos produtores australianos, que são os maiores exportadores de carne do mundo. O Brasil também poderá ampliar as suas exportações. As boas expectativas, inclusive, já afetaram as ações de empresas do setor que têm ações negociadas na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Os papéis das exportadoras de carne dispararam na Bovespa.
O papel PN da Perdigão fechou em alta de 4,13%, a R$ 24,15. Já Sadia PN subiu 1,01%, a R$ 3,98. A empresa já foi comandada pelo atual ministro do Desenvolvimento, Luiz Fernando Furlan. A ação PN da Seara subiu 3,54%, a R$ 4,97. No ano, acumula alta de 72,7%, sendo 11,6% só em dezembro.
Os investidores projetam aumento das vendas externas dessas companhias com a oportunidade surgida com o embargo decretado por países à carne bovina americana depois do caso da doença da vaca louca.

mockup