Kraw PenasMolinari Romero, de CórdobaO vice-governador da província de Córdoba (Argentina), Luis Molinari Romero, afirmou ontem que a região norte da Argentina deverá intensificar as relações comerciais com Curitiba nos próximos meses. Romero esteve no Palácio Iguaçu com uma comitiva de empresários para retribuir uma visita que o governador Jaime Lerner fez ao governador da província, em dezembro do ano passado. Os negócios entre as duas cidades devem se fortalecer por causa das montadoras Renault, Chrysler e Audi, que produzem carros em Córdoba e vão se instalar na região metropolitana de Curitiba.
Segundo Romero, acordos entre as duas cidades permitirão a vinda de fornecedoras argentinas para a região metropolitana. Em dezembro, os governadores do Estado e de Córdoba chegaram a assinar um protocolo de intenções para a formação de joint ventures entre empresas que tivessem interesse de atender os dois países.
O comércio internacional entre Brasil e Argentina chega a US$ 8 bilhões por ano entre importação e exportação. Somente a província de Córdoba exporta US$ 500 milhões para o mercado brasileiro, contra um volume anual de importação de US$ 300 milhões.
O ministro de Produção e Trabalho, José Porta, disse que entre os produtos exportados estão os laticínios como queijo e leite em pó e partes de motores e autopeças. Córdoba importa da indústria paranaense itens como madeira, equipamentos da empresa New Holland e peças para a indústria de metalurgia. ‘‘Não temos idéia de quanto será o aumento no volume de exportação e importação entre as duas cidades, mas sabemos que a presença das mesmas montadoras em Córdoba e Curitiba irá estreitar as relações entre nós’’, afirmou Romero. Somente a Renault, manda 1,5 mil carros por mês para o mercado brasileiro.
Os argentinos têm interesse ainda em garantir melhorias no transporte entre os dois países. Uma das alternativas será a ferrovia. O governador Jaime Lerner disse ao vice-governador de Córdoba que a ampliação da Ferroeste até a fronteira está garantida. ‘‘Está definido que vamos levar a ferrovia até Foz do Iguaçu’’, assegurou o governador.
A segurança do transporte de cargas também foi discutida. Segundo o chefe da Casa Militar e da Defesa Civil do Paraná, Luis Antonio Vieira, a cada 45 minutos um caminhão com carga perigosa passa pelas estradas que cortam o Estado. Hoje, 35% das cargas são caracterizadas como perigosas. ‘‘Os países que compõem o Mercosul estudam normas comuns para garantir a circulação segura desses caminhões’’, afirmou Vieira, que acompanhou a reunião com a comitiva argentina. Os argentinos ficam no Estado até o final desta semana. Hoje, eles têm encontros na Associação Comercial do Paraná e na Federação das Indústrias do Estado do Paraná.

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