Copom reúne-se amanhã; Fraga cumpre agenda no exterior
Agência Estado
De São Paulo
A última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) deste ano, que ocorre amanhã, é o evento mais importante previsto para esta semana para o mercado financeiro. Mas a agenda também está carregada de promessas de votações no Congresso, onde ameaçam ficar para apreciação em janeiro durante a convocação extraordinária algumas das matérias de maior interesse do governo FHC. Eis alguns dos principais assuntos que serão abordados na semana:
Copom O Comitê de Política Monetária (Copom) reúne-se na quarta-feira, às 16h30 em Brasília, para discutir taxa de juros. O encontro, que não contará com a presença do presidente do Banco Central Armínio Fraga, é o último a ser realizado em 1999. A próxima reunião ordinária do Copom está marcada para 19 de janeiro.
Banco Central O presidente do Banco Central, Armínio Fraga, embarca nesta segunda-feira para a Basiléia, na Suíça, onde participará de reunião no Banco de Compensações Internacionais (BIS). Nos dias 15 e 16, estará em Berlim, na Alemanha, para participar de fórum para ministros e governadores de bancos centrais. No dia 17, retorna ao Brasil. Nesta segunda, O diretor de Política Monetária, Luiz Fernando Figueiredo, retorna de Nova York e, a partir das 15 horas, estará despachando na delegacia do BC em São Paulo.
Finanças internacionais Entre os eventos previstos para a semana estão a reunião mensal do Banco para Compensações Internacionais (BIS) com representantes dos Bancos Centrais do G-10, em Basel (Suíça), na segunda-feira; reunião do Conselho do Banco Central Europeu (BCE), em Frankfurt, na quarta-feira; cúpula União Européia/EUA, em Washington, quarta e quinta; reunião de ministros das Finanças e presidentes dos Bancos Centrais do G-20, em Berlim, na quinta; e reunião do Banco Central do Japão, em Tóquio, na sexta.
Reforma tributária É esperada para hoje a votação de destaques ao substitutivo do deputado Mussa Demes (PFL-PI) sobre a reforma tributária relacionados ao Imposto sobre Valor Agregado (IVA), considerado o núcleo da reforma. Apesar da expectativa formada em torno da votação dos destaques até amanhã, a proposta da reforma tributária do Ministério da Fazenda discutida na sexta-feira na comissão tripartite (Estados, União e comissão especial de reforma tributária) não foi bem recebida pelos parlamentares da comissão especial. Desagradou, sobretudo, a idéia da Fazenda de apenas unificar o PIS-Pasep e a Cofins, pois um dos pressupostos básicos da reforma tributária é eliminar os tributos cobrados sobre o faturamento das empresas.
FEF O governo tenta aprovar hoje, no plenário da Câmara, a proposta de emenda constitucional que prorroga o Fundo de Estabilização Fiscal (FEF). A aprovação do FEF é pré-condição para votação do orçamento do ano que vem, pois as desvinculações das receitas federais estabelecidas pelo FEF precisam estar registradas no orçamento.





