Brasília - Na semana decisiva de negociação para a votação da proposta de reforma da Previdência até o final do ano, o Banco Central elevou o tom para reforçar o discurso de que a aprovação das mudanças nas regras de aposentadoria e pensão são essenciais para manter a taxa de juros em patamares baixos.
Um revés na aprovação da reforma tem potencial para colocar em risco a trajetória de queda da inflação e elevar o risco do País, advertiu com todas as letras o BC na ata do Copom (Comitê de Política Monetária) divulgada nesta terça-feira, 12. A combinação de queda de juros e inflação seria interrompida com uma frustração das reformas. O estrago pode ser ainda maior se houver uma reversão do cenário externo mais favorável para as economias emergentes como a brasileira. O dilema adicional é que, sem a reforma da Previdência, o Brasil ficará excessivamente vulnerável ao que pode acontecer na política de juros dos Estados Unidos e ao humor do mercado em 2018 em relação a quem estiver liderando a corrida eleitoral.

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