Copom reduz taxa Selic para 15,75%
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 21 de dezembro de 2000
Agência Estado De São Paulo 
O Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu reduzir a Selic, o juro básico da economia, de 16,5% para 15,75%, sem viés. As justificativas para a decisão foram as perspectivas favoráveis para a trajetória da inflação e a melhora no cenário externo, citadas no curto comunicado lido pela assessoria de imprensa do BC. A decisão surpreende o mercado positivamente. A maioria das instituições financeiras esperava queda de apenas 0,5 ponto porcentual tal expectativa estava, inclusive, embutida nos preços dos ativos. Uma corrente mais otimista apostava em queda de um ponto, para 15,5%, mas era pequena e, ontem, tinha perdido mais espaço no mercado, dada a péssima performance da Nasdaq.
Justamente no dia da decisão do Copom, o mercado tinha amarelado e posto a euforia de lado, embora não tivesse abandonado sua aposta básica de queda de 0,5 ponto. Foi a Nasdaq com sua trajetória desequilibrada, que levou investidores a colocarem o pé atrás. Muita gente acabou preferindo corrigir posições e realizar lucro ontem mesmo, antes da decisão do Copom, com receio de que o comitê fosse mais conservador e decidisse manter a Selic inalterada.
Os motivos positivos para respaldar uma queda da Selic segundo operadores de mercado fora a queda do preço do petróleo, o acordo da Argentina com o FMI, a inflação brasileira em desaceleração, os bons fundamentos macroecômicos, em sua maioria, e a sinalização do Fed de que os juros norte-americanos podem baixar em breve (em que pese o revés no otimismo exagerado do mercado acionário dos EUA, que esperava queda dos juros norte-americanos anteontem).
Agora, com a decisão do Copom, que reduziu a Selic depois de mantê-la em 16,5% desde julho, o mercado tem que fazer a correção da correção. Ou seja, hoje, os juros caem. E muito.


