Brasília- O Banco Central seguiu as previsões do mercado financeiro e reduziu a taxa básica de juros em meio ponto percentual, para 14,75% ao ano. Embora ainda elevada, essa é a menor taxa desde a criação do Copom (Comitê de Política Monetária).
A decisão já era esperada pelos analistas do mercado financeiro, que projetam também que a Selic irá encerrar o ano em 14,25%. No entanto, a definição de novos cortes irá depender ou não da deterioração do cenário internacional.
O corte da reunião finalizada ontem é da mesma magnitude do realizado no encontro anterior, em maio. Nessa ocasião, o BC informou que estaria atento às turbulências no cenário internacional e aos seus efeitos sobre a economia.
Embora os mercados esperem o fim do processo de elevação das taxas de juros nos EUA, nos últimos dias houve uma agravamento no conflito entre Líbano e Israel, o que ajudou a pressionar os preços do petróleo no mercado internacional.
Desde o início do processo de redução dos juros, em setembro do ano passado, a Selic já caiu cinco pontos percentuais. Ao todo, foram nove cortes. Daqui para frente, o que irá determinar a continuidade desse processo é o comportamento da inflação, que segue sob controle.
A meta de inflação oficial para este ano é de 4,5% de acordo com o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) - com uma margem de tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo.
No último levantamento feito pela autoridade monetária, o mercado financeiro esperava uma inflação de 3,77%. O BC também ficará atento aos investimentos feitos no país. O crescimento do nível de investimentos indica que há uma perspectiva maior de a produção industrial atender toda a demanda sem risco de aumento de preços. O Copom divulga na quinta-feira da próxima semana a ata da reunião ocorrida terçae quarta.
CNI- O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Carlos Eduardo Moreira Ferreira, disse ontem que a decisão Copom de reduzir em 0,5 ponto porcentual a taxa de juros básica da economia, a Selic, frustrou a indústria. ''Há espaço para cortes mais expressivos nos juros básicos'', afirmou em nota divulgada por sua assessoria.

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