Copom reduz juro a 15,25%, menor nível desde 1986
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quinta-feira, 18 de janeiro de 2001
Agência Folha De Brasília 
O Banco Central confirmou as expectativas do mercado financeiro e reduziu a taxa básica de juros da economia de 15,75% para 15,25% anuais a partir de hoje. Trata-se da menor taxa de juros nominais pelo menos desde o Plano Cruzado, em 1986. Segundo o Banco Central é também a menor taxa Selic desde junho de 1986, quando ela foi criada.
De acordo com a consultoria Global Invest, no entanto, o Brasil ainda não dispõe de uma taxa real civilizada isto é, juros de um dígito, depois de descontada a inflação. Segundo a consultoria, a taxa real está em 10,8%, descontada a inflação medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo).
Na verdade, a taxa real aumentou em comparação a dezembro, quando estava em 10,7%. Segundo Fernando Ferreira, da consultoria, a explicação é que a inflação também caiu e num ritmo mais forte do que a Selic.
A decisão foi tomada em reunião realizada nos dois últimos dias pelo Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central, um colegiado formado por diretores (com direito à voto) e chefes de departamento da instituição.
Não foi imposto nenhum tipo de viés à taxa, de alta ou de baixa, o que significa que os juros permanecem em 15,25% anuais pelo menos até 14 de fevereiro, no fim da próxima reunião do Copom. A explicação oficial para a queda se limitou a uma frase: As condições favoráveis da economia brasileira neste início de ano permitiram ao Copom reduzir a meta da taxa Selic para 15,25% anuais.
Na redeDepois de oito meses, o Banco Central voltou ontem a divulgar, na sua página na Internet (www.bcb.gov.br), as taxas de juros praticadas pelos bancos nas diversas modalidades de crédito. A divulgação dessas taxas fazia parte do pacote de medidas adotadas pelo BC em 1999 com o objetivo de reduzir os juros bancários.
Em maio passado, porém, a página do BC que continha essas informações deixou de ser atualizada. Apenas os juros cobrados no cheque especial eram corrigidos diariamente. O diretor de Política Monetária do BC, Luiz Fernando Figueiredo, disse que a paralisação foi consequência das mudanças adotadas, no ano passado, na coleta de informações.


