Brasília - A ata da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) da semana passada, divulgada ontem, repetiu o teor do comunicado que se seguiu à decisão de manutenção da taxa básica de juros. A votação pela manutenção da Selic em 7,25% ao ano foi unânime.
"O Copom entende que a estabilidade das condições monetárias por um período de tempo suficientemente prolongado é a estratégia mais adequada para garantir a convergência da inflação para a meta."

Preços administrados
Depois de muito tempo sem mexer em suas projeções para o aumento de combustíveis no País, o Banco Central revelou que os preços da gasolina deverão subir "em torno" de 5% em 2013. Além disso, a autoridade monetária conta com um recuo de "aproximadamente" 11% na tarifa residencial de eletricidade. Os prognósticos foram apresentados também na ata da reunião do Copom.
Sobre a menor tarifa de energia, os diretores do BC salientam que a estimativa leva em conta os impactos diretos das reduções de encargos setoriais já anunciados e as revisões tarifárias programadas para este ano. No caso de tarifa de telefonia fixa e do preço do gás, a autoridade monetária conta com uma estabilidade dos preços em 2013.
Levando-se em conta todas as novas expectativas para o comportamento dos preços, o BC revisou para cima a sua projeção da alta dos preços administrados e monitorados este ano, que passa a ser de 3%, no lugar de 2,4% previsto até a reunião do Copom de novembro. Para 2014, a previsão de elevação de preços para este grupo foi mantida em 4,5%.
Em meio a rumores sobre aumento do preço da gasolina, a presidente Dilma Rousseff preferiu não comentar o assunto. "Eu não falo sobre aumento de gasolina, eu falo de redução de tarifa de energia", disse Dilma após o encerramento da 6ª Cúpula Brasil-União Europeia (UE), realizada ontem no Palácio do Planalto.
Na semana passada, o vice-presidente Michel Temer havia admitido que o governo avalia a possibilidade de reajuste nos preços da gasolina e do diesel. O secretário de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda, Antônio Henrique Siqueira, confirmou a defasagem dos preços da gasolina em 7%. No fim do ano passado, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que o aumento no preço dos combustíveis ocorreria no "momento certo".

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