Brasília - A projeção do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) de reajuste das tarifas de energia elétrica para 2003 foram elevadas para 30,3%. Essa última estimativa de reajuste supera em 3,3 pontos porcentuais a estimativa feita pelo próprio comitê em novembro. De acordo com a ata da última reunião, divulgada ontem, o aumento é resultado da revisão das expectativas do Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M), um importante componente no reajuste dessas tarifas. Não houve alteração com relação a projeção para o reajuste dessas tarifas em 2002.
O Copom também aumentou suas projeções para a inflação dos chamados preços administrados em 2002 e 2003. De acordo com a ata, os preços administrados por contrato ou monitorados deverão sofrer um reajuste em 2002 de 15,4% e de 13,04% em 2003.
Em relação às projeções feitas em novembro, houve uma elevação de 2 pontos porcentuais para 2002 e de 0,9 ponto porcentual para 2003. Os diretores do BC também projetaram uma inflação de 7,6% para esses preços em 2004. Essa estimativa foi feita supondo que todos esses itens seguirão os reajustes do IGP-M para aquele ano.
GLP - Para a gasolina e o gás de cozinha, as novas projeções são mais benéficas para o consumidor brasileiro. Para o gás de cozinha, a nova estimativa é de um reajuste de 2% em 2003. Em novembro essa projeção era de aumento de 6%. No caso da gasolina, o Copom acredita que o preço deverá sofrer uma queda de 3,8% ao longo de 2003 e não mais de apenas 1,5% como projetado em novembro.
Os diretores do BC ressaltam, entretanto, que essas projeções para o preço da gasolina e do gás de cozinha, foram feitas com base nos valores atuais da Contribuição de Intervenção sobre Domínio Econômico (Cide) que incide sobre os combustíveis. A Câmara dos Deputados aprovou este mês uma autorização para que a Cide para a gasolina passe de R$ 0,50 para R$ 0,86 por litro.
Para o GLP - que reflete diretamente sobre o preço dos gás de cozinha - a decisão da Câmara permite um aumento de R$ 136,70 por tonelada para R$ 250,00 por tonelada. ''O cenário básico não embute esses reajustes, cujo impacto direto sobre o IPCA seria da ordem de 1 ponto porcentual'', informa a ata do Copom.

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