São Paulo É quase consenso entre os analistas que não deverá ocorrer corte de juros na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), marcada para terça e quarta-feira da semana que vem. Embora a maioria não preveja um aumento dos juros básicos, alguns especialistas dizem que ele seria bem-vindo. Já uma queda seria vista como precipitada.
A avaliação é de que o risco de retomada da inflação, com um eventual corte, seria muito alto. ''Parece um pouco precipitado, logo após a elevação de juros no final do ano, já estarmos especulando sobre a possibilidade de uma redução de juros futura. A resposta da economia em relação ao juro estende-se por um período de 6 a 9 meses'', opina o economista-chefe do ABN Amro Asset Management, Hugo Penteado.
''Quando as taxas de juros foram elevadas no final do ano passado, a economia mostrava sinais de reativação em vários dados: vendas no varejo, criação de emprego, produção industrial, vendas de veículos etc. Não se trata apenas do impulso das exportações, e sim do seu efeito multiplicador para toda a economia, além, é claro, da forte queda nos juros reais que acabou estimulando a demanda agregada doméstica'', argumenta.
Para o economista Guilherme da Nóbrega, do Banco Fibra, reduzir os juros neste momento ''seria um desperdício. Afinal, já pagamos o custo da alta e o melhor é ter paciência, para promover uma queda em fevereiro ou março''.

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