Copom manteve juros devido ao câmbio
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quarta-feira, 28 de agosto de 2002
Agência Folha 
São Paulo - O Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) justificou a decisão de manter a taxa básica de juros do país em 18% ao ano, anunciada na última quarta-feira, devido às incertezas em relação ao futuro do País e à elevação da taxa de câmbio.
Já a adoção do viés de baixa foi possível, segundo o Copom, pela concordância dos principais candidatos à Presidência com as bases do acordo do País com o Fundo Monetário Internacional (FMI), pelo qual o Brasil receberá US$ 6 bilhões este ano e mais US$ 24 bilhões em 2003, caso sejam cumpridas determinadas metas.
O Copom também citou o aumento do risco-país e o crescimento da volatilidade histórica de 30 dias da taxa de câmbio, que passou de 20,3% para 49,0% entre as reuniões de julho e agosto do Copom. Já o real depreciou-se em 9,4% no mesmo período.
O Comitê ressaltou que existe um ambiente adequado para a reversão de expectativas no mercado financeiro, o que viabiliza a adoção do viés, devido à conclusão do acordo com o FMI, à concordância dos principais candidatos a presidente com seus princípios gerais, à diminuição dos deságios dos títulos públicos, à evolução recente na indústria de fundos e a uma melhora nas condições de liquidez nas linhas de crédito internacionais para o Brasil.
O viés é um mecanismo que permite ao Copom alterar a taxa básica de juros a qualquer data antes de suas reuniões ordinárias. A próxima reunião do Copom ocorrerá em 17 e 18 de setembro.


