Brasília O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) decidiu, ontem, manter a taxa de juros Selic em 26,5% ao ano. Essa era a expectativa da maioria dos analistas do mercado financeiro, justificada pela desaceleração dos índices de inflação e do consumo interno.
O recuo da inflação no início de março foi verificado pelos principais institutos de pesquisa do País, como o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) e a Fundação Getúlio Vargas (FGV).
O Copom já havia elevado os juros neste ano por duas vezes consecutivas: em janeiro, em 0,5 ponto percentual, e em fevereiro, em 1 ponto percentual.
Essa interrupção da trajetória de alta também mostra que, além da menor pressão sobre os preços, o governo não prevê choques para a economia brasileira - como a disparada do dólar - devido à iminente guerra dos Estados Unidos contra o Iraque.
Também deve ter pesado na decisão dos diretores do BC o fato de que o governo brasileiro decidiu sacar uma nova parcela de US$ 4,1 bilhões do empréstimo do Fundo Monetário Internacional (FMI) acertado em agosto do ano passado - que soma US$ 30 bilhões - para reforçar as reservas internacionais e aumentar a munição para defender a cotação do dólar.
A ata da reunião do Copom, com todas razões que levaram o BC a manter a taxa de juros, será divulgada somente na próxima quarta-feira. A taxa de 26,5% ao ano será mantida até o dia 23 de abril, quando o Copom voltará a se reunir.

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