Copom mantém cautela e reduz juro em 0,25%
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quarta-feira, 18 de abril de 2007
Ana Paula Ribeiro<br>Folhapress 
Brasília - O Banco Central (BC) seguiu mais uma vez as previsões do mercado e reduziu a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual. O Comitê de Política Monetária (Copom) anunciou ontem que a Selic passará de 12,75% para 12,5% ao ano. A magnitude do corte é a mesma da reunião anterior. O corte foi o 15º consecutivo. Desde setembro de 2005 a Selic já foi reduzida em 7,25 pontos percentuais.
A indicação de que a economia brasileira está aquecida, com as vendas no varejo tendo a maior alta para um mês de fevereiro desde 2001, é uma das justificativas para a autoridade ter optado novamente por um corte pequeno.
Isso porque, com a aceleração da economia, a indústria precisa ter capacidade de aumentar a produção para atender ao consumo maior por parte das empresas e das famílias. Sem essa disponibilidade de produzir mais, o aumento da atividade econômica poderia gerar pressão sobre os preços. Em setembro de 2004, esse temor fez com que o Copom aumentasse os juros.
Na ata da última reunião, o Copom já tinha atribuído o corte de apenas 0,25 ponto à aceleração da economia. Além disso, relatou que os benefícios fiscais iriam estimular o crescimento do país. No entanto, não há sinais de que a inflação possa sair do controle e que a meta de 4,5% do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA, do IBGE, não será atingida. No acumulado dos últimos 12 meses encerrados em março, o índice estava em 2,96%. A expectativa do mercado para o ano é de um aumento de preços de 3,81%, praticamente igual ao do BC, que prevê 3,8%.
Mesmo com a decisão de ontem do Copom, o Brasil permanece no topo da lista dos países com as maiores taxas de juros reais - já descontada a inflação. Segundo a consultoria UpTrend, a taxa é de 8,5%. Já a Turquia, em segundo lugar, tem juros de 6% ao ano. O Copom divulga na quinta-feira da próxima semana a ata da reunião.
A reunião encerrada ontem é a última de Rodrigo Azevedo no BC. Ele deixa a diretoria de Política Monetária e em seu lugar deverá assumir o economista Mário Torós, que precisa passar por sabatina na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado Federal.


