Copom enfrenta maior crise desde 2003
PUBLICAÇÃO
domingo, 02 de setembro de 2007
Toni Sciarretta<br> Folhapress 
São Paulo - O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central se reúne amanhã e quarta-feira em meio à maior crise financeira global enfrentada na gestão de Henrique Meirelles, que assumiu em 2003 com inflação anual em 12,53% e juros em 25%. Para este ano, o mercado projeta inflação de 3,86%, enquanto os juros básicos (taxa Selic) estão em 11,5%.
Economistas divergem sobre o quanto o BC deveria olhar para a crise na hora de definir a Selic. A maioria diz que a tensão global só deve pesar se afetar a inflação. No passado, juros altos foram usados para conter a saída de recursos em momentos de aversão ao risco, como o atual.
Além da crise, economistas reconhecem um aumento da pressão inflacionária desde a última reunião do Copom, por conta da elevação no preço dos alimentos - que começa no atacado, mas que ainda não é repassada ao varejo. O IGP-M de agosto, índice com 60% de seu peso no atacado, surpreendeu com alta de 0,98%, a maior desde agosto de 2004.
Por conta da preocupação com a inflação, já explicitada na ata da última reunião do Copom, em julho, a maioria dos economistas consultados espera redução no ritmo do corte dos juros, de 0,5 ponto para 0,25 ponto, o que levaria a taxa Selic a 11,25%.


