Copom eleva taxas para acelerar queda da inflação
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quinta-feira, 31 de julho de 2008
Eduardo Cucolo<br>Folhapress 
Brasília - O Comitê de Política Monetária (Copom)) do Banco Central disse ontem que irá agir vigorosamente para trazer a inflação de volta para o centro da meta de 4,5% já em 2009.A afirmação faz parte da ata da última reunião do Copom, realizada na semana passada, quando o BC aumentou a taxa básica de juros de 12,25% para 13% ao ano. O BC interrompeu o ciclo de aumentos de 0,5 ponto percentual iniciado em abril deste ano e decidiu promover um aperto maior dos juros, que subiram 0,75 ponto. Foi o maior aumento percentual desde o início do governo Lula.
A estratégia adotada pelo Copom visa trazer a inflação de volta à meta central de 4,5%, estabelecida pelo CMN [Conselho Monetário Nacional], tempestivamente, isto é, já em 2009, diz o Copom. Segundo o BC, essa estratégia se deve às defasagens entre o aumento dos juros e seu impacto na economia real.
O BC também diz que o ritmo de aumento dos juros continuará sendo adequado às circunstâncias, caso haja alteração nos riscos que possam afetar as previsões para a inflação.
Para a instituição, uma inflação maior terá forte impacto sobre os juros negociados no setor privado, o que por sua vez pode afetar o crescimento da economia, além de ter efeitos regressivos sobre a distribuição de renda.
Nessas circunstâncias, a política monetária deve atuar vigorosamente, enquanto o balanço dos riscos para a dinâmica inflacionária assim o requerer, afirmou o Copom.
Na sua avaliação sobre a economia, a instituição diz que a demanda doméstica continua se expandindo a taxas robustas e o crescimento da renda e do crédito continuam sustentando esse movimento. Além disso, a contribuição das importações para segurar os preços se tornou menor.A contribuição do setor externo para um cenário inflacionário favorável, diante do forte ritmo de expansão da demanda doméstica, e do crescimento das pressões inflacionárias globais, tornou-se menos efetiva, em um momento no qual os efeitos do investimento sobre a capacidade produtiva da economia ainda precisam se consolidar.


