O mercado financeiro aguarda a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, apostando na continuidade de corte, embora discreto, na Taxa Básica do Banco Central (TBC). A decisão será tomada hoje e a expectativa é que a TBC, o piso dos juros, recue de 21,75% ao ano, em vigor, para uma faixa entre 21,25% e 21,50%. Essa perspectiva levou a um ligeiro recuo das taxas de rendimento ofertadas pelos bancos aos investidores em CDBs, ontem.
A menos que a redução da TBC seja superior à prevista pelo mercado, no entanto, parece improvável uma continuidade de baixa nos juros dos títulos bancários, o que mantém as aplicações de renda fixa boa opção de investimento para quem não correr o risco de perda com as instabilidades do mercado de ações. Embora as ações tenham avançado significativamente ontem, a tendência das Bolsas de Valores permanece indefinida.
Seja como for, uma redução dos juros não deixa de trazer certo alento às Bolsas, pela perspectiva de uma retomada de crescimento da produção econômica. Uma expansão da atividade econômica pode aumentar o lucro das empresas e valorizar os papéis na Bolsa.
O mercado de ações fechou com valorização seguindo basicamente o ambiente de relativa calmaria no mercado internacional e a alta da Bolsa de Nova York. Em pregão mais curto, encerrado às 15 horas por causa do jogo da seleção brasileira contra a Noruega, a Bolsa de São Paulo avançou 3,26% no fechamento, depois de movimentar apenas R$ 464,637 milhões. A Bolsa de Nova York valorizou-se 1,35%, somando mais 117,33 pontos sobre o fechamento anterior.
A alta da bolsa nova-iorquina contribuiu para reforçar o clima de certo otimismo no ambiente interno, depois que dados da pesquisa eleitoral divulgados no fim de semana apontaram uma recuperação do presidente Fernando Henrique Cardoso na preferência dos eleitores em relação ao candidato das oposições, Luiz Inácio Lula da Silva. Um fator que tem provocado incertezas são as dificuldades judiciais enfrentadas pelo programa de privatização da Telebrás, a última delas a decisão do Tribunal Regional Federal (TRF) de cancelar a assembléia que decidiu a divisão da estatal para a privatização.
A alta da Telebrás puxou a recuperação da Bolsa. O lote de mil ações preferenciais nominativas (PN) dessa estatal fechou com valorização de 3,18%, cotado por R$ 129,50; a ordinária (ON) subiu menos, 2,70%, para R$ 95,00. Os papéis da Telebrás atraem o interesse do investidor também porque são facilmente negociáveis nos pregões.

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