No primeiro dia da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), a aposta do mercado em manutenção da taxa Selic nos atuais 19% continuou firme e forte. Esse consenso permitiu ontem uma nova redução dos juros futuros, o que vem acontecendo gradativamente nos últimos dias. O mercado, que acumulara prêmios de risco elevadíssimos, por esperar o pior para a Argentina e também consequências mais dramáticas dos atentados terroristas nos EUA, devolve os exageros, uma vez que os cenários catastróficos não se confirmaram no curto prazo.
Ao contrário, as perspectivas para a Argentina - que continua no foco das atenções - são positivas para o curto prazo. As eleições trouxeram o resultado previsto (derrota para o governo), e o mercado deu mais importância às informações que começaram a vazar do novo pacote econômico de De la Rúa.
Como fatores positivos, também contribuíram para assegurar a queda tranquila dos juros futuros o fato de o dólar ter caído 2,09% e de o grupo belga Tractebel ter confirmado que mantém interesse na Copel, cujo leilão de privatização deverá ocorrer no próximo dia 31 de outubro.
A Bovespa realizou uma pequena parte dos lucros oriundos da excepcional alta de anteontem, de 5,05%. O índice da carteira teórica paulista fechou em queda de 0,64%.

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