Os membros do Banco Central iniciam hoje uma das mais difíceis reuniões do Copom (Comitê de Política Monetária) dos últimos meses. Subir os juros agora poderia significar, desnecessariamente, redução maior do crescimento econômico do País. Se não mexer na taxa básica (Selic), no entanto, a autoridade monetária corre o risco de ver a inflação fugir muito da meta prevista para este ano (4%). A fonte maior das dúvidas do BC gira em torno das dificuldades de avaliar os impactos que crise energética provocará na economia.
A maior parte dos economistas espera que o BC, para manter a coerência da atuação iniciada em março, volte a subir os juros em 0,5 ponto percentual. Seria uma alta de 1,5 ponto no ano, o que elevaria a Selic para 16,75% anuais.
Partilham dessa idéia, entre outros, o professor e economista Luiz Gonzaga Belluzzo; o economista Arturo Porzecanski, do ABN Amro em Nova York; e o economista-chefe do BBV Banco, Octavio de Barros. Para eles, como a inflação de abril ficou acima do esperado, o BC aumentaria de novo os juros como medida de precaução. (AF)

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