São Paulo - O Comitê de Política Monetária (Copom) vai optar hoje pela manutenção dos juros básicos em 18% ao ano, principalmente por causa da contínua pressão sobre o câmbio. Essa é a avaliação de grande parte dos analistas.
Há uma corrente de economistas, no entanto, que acredita num corte entre 0,25 e 0,5 ponto porcentual, ou pelo menos na adoção do viés de baixa. O fraco nível de atividade e o fato de que alterações nos juros agora atingem basicamente a inflação do ano que vem - que aparentemente está controlada - justificariam a redução dos juros, que continuam elevados.
Para o chefe de pesquisa para a América Latina da consultoria IDEAglobal, Ricardo Amorim, a alta do dólar de R$ 2,87 para R$ 3,10 nos últimos 30 dias deve levar o Copom a manter os juros, ainda que estejam em níveis elevados. Com um câmbio mais depreciado, aumenta o risco de repasse da desvalorização para os preços.
O economista-chefe do Bank of America, Marcelo Carvalho, acredita num corte de 0,25 ponto porcentual, embora não descarte uma redução de 0,5 ponto. Para ele, se o BC mantiver o tom da análise expressa na ata do Copom de julho, a Selic deve cair. No mês passado, a expectativa de que a turbulência no mercado fosse temporária e o fato de que a projeção da inflação para 2003 estar bem abaixo do centro da meta abriram espaço para um corte de 0,5 ponto.

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