Copom aponta para taxa de juros estáveis em 2010
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sexta-feira, 30 de outubro de 2009
<br> Agência Estado 
Brasília e São Paulo - A ata da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) da semana passada, na qual os diretores do Banco Central (BC) decidiram manter os juros básicos em 8,75% ao ano, fez com que os economistas do mercado financeiro descartassem, a princípio, um aperto monetário logo no início de 2010, uma vez que a autoridade monetária informou que, apesar da recuperação da economia, as projeções para a inflação nos próximos dois anos continuam em níveis adequados com a política de metas.
Isso quer dizer que o ritmo de correção dos preços, medidos pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), devem ficar ao redor do centro da meta de 4,5% ao ano com margem de tolerância de dois pontos abaixo ou acima da meta. Os membros do BC afirmam que ''as expectativas de inflação para 2010 e 2011 se mantêm em patamares consistentes com a trajetória de metas e continuam sendo monitoradas com particular atenção''.
No cenário de referência, aquele produzido pelo BC levando-se em conta a manutenção do câmbio em R~ 1,70 e da taxa Selic em 8,75% ao ano em todo o horizonte da estimativa, a previsão para a alta do IPCA em 2009 ''elevou-se ligeiramente em relação ao valor considerado na reunião do Copom de setembro, mas permaneceu abaixo do valor central de 4,50%''. Para 2010, a expectativa se manteve estável em relação ao valor considerado na reunião do Copom de setembro, portanto, em torno do valor central da meta.
Para o economista-chefe da LCA, Braulio Borges, a ata mostrou que o BC não tem preocupações excessivas com a evolução do nível de atividade no curto prazo, o que sugere que os juros não subirão no primeiro semestre do próximo ano. Segundo ele, o cenário para a inflação em 2010 é confortável, pois o IPCA deve fechar em 4,5% devido a alguns fatores, como a valorização do câmbio médio, menor impacto dos preços administrados no índice oficial e efeito mais modesto da inércia inflacionária sobre o indicador oficial medido pelo IBGE, dado que o índice fechou em 5,9% em 2008 e deve atingir 4,2% em 2009, segundo estimativa da consultoria.


