A Copersucar já está embarcando pelo menos 750 toneladas de açúcar ensacado por dia no primeiro terminal automatizado de embarque do País, que está instalado no cais do Porto de Santos. O terminal, que será inaugurado oficialmente em setembro, está em fase de teste desde o dia 15 de junho e, após a greve dos funcionários do porto, iniciou suas operações com a meta de embarcar até quatro mil toneladas de açúcar ensacado por dia.
O investimento no negócio foi de R$ 40 milhões nos últimos dois anos. Pelo menos R$ 10 milhões deste total foram aplicados na reconstrução total dos quatro armazéns que ocupam uma área de 36,8 mil metros quadrados e tem capacidade para operar 600 mil toneladas de sacas de açúcar.
A principal vantagem do negócio, segundo o gerente geral de Comercialização e Logística da Copersucar, Antônio Paetzold, é o aumento na rotatividade e melhoria da produtividade. ‘‘Estaremos acelerando o processo e evitando que o açúcar fique por muito tempo estocado nos armazéns’’, afirmou.
A economia do custo de operações portuárias, com a diminuição no tempo de armazenamento varia, segundo ele, entre US$ 15 a US$ 20 por tonelada. ‘‘Se pensarmos num montante de 800 mil toneladas que a Copersucar deverá estar comercializando pelo porto autorizado em seu terceiro ano de funcionamento, é possível prever que o montante envolvido é surpreendente’’, disse.
As máquinas adquiridas pela Copersucar para tornar o porto mais ágil foram o principal ponto do negócio, segundo ele. Paetzold cita como exemplo a utilização do sistema paletizado que permite um melhor aproveitamento do espaço e proporciona um embarque mais rápido, graças aos carregadores de paletes de açúcar já ensacado, que podem transportar o triplo de uma empilhadeira normal, chegando a três mil sacas por hora.
‘‘Temos dois carregadores deste tipo, que vão facilitar e muito o nosso trabalho’’, comentou. Mesmo completamente automatizado, o terminal da Copersucar gerou 100 novas vagas e a expectativa é de que até sua inauguração oficial, ainda sem data confirmada, outros 30 funcionários sejam contratados para operar na área dos armazéns.
O gerente da Copersucar diz que o atraso na inauguração oficial ocorreu principalmente devido à greve. Sem declarar valores ou o montante de açúcar que ficou parado no armazéns, ele diz que o terminal está trabalhando 24 horas para poder repor as perdas. ‘‘Tivemos atrasos nos cronogramas, na finalização de testes e em treinamentos, além do comprometimento de contratos’’, afirmou.

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