Copel vende ações com ágio de 0,9%
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sexta-feira, 18 de julho de 1997
Carmem Murara Curitiba 
Albari RosaArrematado!Presidente da Bolsa de Valores do Paraná e operadores, ontem, durante leilão de ações da Copel em CuritibaAs 8,3 bilhões de ações da Copel colocadas à venda ontem pela Bolsa de Valores do Paraná foram arrematadas praticamente pelo preço mínimo de R$ 20,82 o lote de mil. O ágio médio foi de apenas 0,9%, um dos menores desde que as ações começaram a ser colocadas no mercado financeiro. No leilão anterior, há cerca de três meses, o governo do Estado conseguiu vender as ações com uma valorização de 11,5%. O ágio reduzido foi consequência da queda geral das Bolsas de Valores do Rio de Janeiro e São Paulo, que voltaram a fechar o dia de ontem em baixa.
O governo conseguiu R$ 172,9 milhões com a venda das ações. A previsão feita na quinta-feira pelo secretário da Fazenda, Giovani Gionédis, era conseguir um ágio máximo de 15%. Se o percentual se confirmasse, o governo arrecadaria cerca de R$ 198 milhões. Mas antes mesmo da abertura do pregão a previsão era que as ações fossem vendidas sem qualquer ágio. Com as quedas das Bolsas do Rio e São Paulo, dificilmente o preço aumenta, afirmava o presidente da Bolsa de Valores do Paraná, Abílio Peixoto Neto.
O leilão começou por volta de 13h30 e durou apenas meia hora para as corretores interessadas arrematarem as ações. As vendas foram feitas através do Sistema Eletrônico de Negócios Nacionais, que é comandado pela Bolsa de Valores do Rio de Janeiro. Por uma falha no sinal da Embratel, o sistema de som da Bolsa paranaense ficou desligado. O acompanhamento foi feito através dos terminais de computador e por telefones.
O preço máximo obtido foi de R$ 20,90. Foram vendidas por este preço 2,2 bilhões de ações. Outras 240,1 milhões de ações foram arrematadas por R$ 20,85 e 146,3 milhões por R$ 20,83. O restante (5,7 bilhões de ações) foi vendido pelo preço mínimo.
O maior comprador foi o banco Omega, que arrematou 3,3 bilhões de ações. O banco comprou todo o lote que tinha garantido através do sistema de garantia firme. O procedimento obriga os corretores pré-qualificados a arrematar o lote de ações determinado, caso ele se mantenha dentro do preço mínimo. A corretora Primus foi a segunda maior compradora, ficando com 1,7 bilhão de ações. O Banestado, que também tinha se pré-qualificado, comprou as ações garantidas pelo preço mínimo. O Banestado ficou com 1,5 bilhão, o que representou o terceiro maior lote.
Os demais compradores foram a corretora Liberal S.A (1,1 bilhão de ações), Factorial (105,2 milhões), Itaú (15,5 milhões), Boa Vista (96 milhões), Bozano Simonsen (700 milhões), Fator (240,1 milhões) e Concórdia (101,7 milhões).
Na avaliação do presidente da Bolsa de Valores do Paraná, a venda foi lucrativa para o governo, apesar do baixo ágio. A venda foi boa porque a fixação do preço mínimo pegou dias em que as ações estavam em alta, afirmou Peixoto. O cálculo é feito com base nos últimos 20 pregões.
A Copel publicou ontem edital da ata da reunião da diretoria que determinou o aumento do capital social da empresa. Pelo edital, a Copel está autorizada a emitir até 30 bilhões de ações preferenciais do tipo B (sem direito a voto). As ações (que representam US$ 450 milhões) serão negociadas nos Estados Unidos, em leilão marcado para o dia 30.


