Copel vence leilões para investimentos em linhas de transmissão
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sexta-feira, 15 de novembro de 2013
Andréa Bertoldi<BR>Reportagem Local 
Curitiba - O consórcio formado pela Copel Geração e Transmissão e Furnas venceu um dos lotes do terceiro leilão de transmissão de 2013 realizado ontem pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Para participar da disputa foi constituído o consórcio Mata de Santa Genebra, do qual a Copel tem 50,1% de participação e Furnas possui 49,9%. A proposta do consórcio contou com uma Receita Anual Permitida (RAP) de R$ 174,447 milhões, sem deságio em relação ao valor mínimo estabelecido pela Aneel. A RAP é a remuneração que a Copel e Furnas vão receber pela operação nesta área de transmissão. Neste lote, a estatal paranaense em conjunto com Furnas vai investir R$ 1,6 bilhão.
Este consórcio foi o único a apresentar proposta pelo lote A, que é formado por três linhas de transmissão, totalizando 847 quilômetros de extensão, e três subestações nos estados de São Paulo e Paraná.
Além do lote A, a Copel também venceu o leilão do lote F, que tem duas linhas de transmissão de 33 quilômetros e 5 quilômetros no Paraná e as subestações Bateias-Curitiba Norte e Pilarzinho-Campo Comprido. A Receita Anual Permitida que a Copel propôs no leilão foi de R$ 7 milhões. Neste lote, a companhia paranaense pretende investir R$ 70 milhões.
A Copel também teve interesse em um terceiro lote, o B, composto por uma linha de transmissão de 367 quilômetros de extensão nos estados de São Paulo e Minas Gerais. Mas a vencedora deste lote foi a Abengoa Concessões Brasil Holding, que propôs RAP de R$ 52,405 milhões, com deságio de 10,1% em relação à RAP de R$ 58,292 milhões estabelecida pela Aneel. O Consócio Corumbataí, formado por Copel Geração e Transmissão (50,1%) e Furnas (49,9%), foi derrotado após apresentar proposta de RAP de R$ 55,319 milhões com deságio de 5,09%.
"Tanto o lote A como o B nos interessaram porque têm sinergia com o que fazemos", disse o presidente da Copel, Lindolfo Zimmer. No caso do lote A, a ideia, segundo ele, é que a Copel dedique mais esforços no Paraná e Furnas na região Sudeste. Segundo ele, os quase R$ 175 milhões que vão entrar no caixa da Copel de Receita Anual Permitida com o leilão do lote A vão agregar valor muito importante para a área de transmissão da companhia.
Para o diretor presidente da empresa de consultoria em energia Enercons, Ivo Pugnaloni, com o investimento em transmissão, a Copel aumenta a segurança e a estabilidade do sistema, o que representa um ganho também para o consumidor final. "É saudável a empresa participar de leilões fora do Estado porque aprimora conhecimentos técnicos", disse. Segundo ele, investir em transmissão oferece risco pequeno em relação à distribuição. "É um negócio mais seguro e com menos gasto de pessoal", explicou.
Distribuição
Depois que a Copel Distribuição tinha apresentado um prejuízo de R$ 67 milhões no primeiro trimestre, a Aneel pediu que a empresa apresentasse um plano de ação que trouxesse medidas para equilibrar as contas desta área. No balanço de janeiro a setembro, a Distribuição já teve lucro de R$ 43 milhões, segundo Zimmer. Uma das medidas para reduzir custos foi a implantação do programa de demissão voluntária. Segundo ele, 700 funcionários já foram desligados na Distribuição neste ano. A meta é chegar a 1 mil empregados até 2016.
A estatal também divulgou nesta semana que encerrou o terceiro trimestre de 2013 com lucro líquido de R$ 273 milhões, montante 14,5% inferior ao mesmo período do ano passado. Segundo Zimmer, o que impactou foi o aumento das despesas com energia comprada para revenda em função do custo com contratos de energia de termelétricas. (Com agências)


