A partir de outubro, as queixas com relação ao sistema da Copel feitas em Curitiba poderão ser atendidas por funcionários de Londrina. A empresa estará implementando um sistema interligado, que vai integrar cinco centrais telefônicas do Estado – em Curitiba, Londrina, Maringá, Ponta Grossa e Cascavel. O sistema é parecido com o adotado por empresas bancárias, de cartões de créditos ou telefonia, denominados como call centers.
O gerente da Central de Atendimento, Antônio Dionísio Baglioli, explicou que o sistema interligado vai transferir as chamadas excedentes para outras cidades, diminuindo as esperas. Atualmente, cada pessoa demora em torno de 50 segundos para, por exemplo, reclamar de falta de luz ou pedir a transferência de endereço. Para que esse atendimento aconteça, o sistema será interligado on-line. ‘‘No vendaval da semana passada em Cascavel, diversas pessoas já foram atendidas em Curitiba’’, afirmou o gerente.
Baglioli não informou quanto foi gasto nesse processo, mas acrescentou que os valores não foram altos. ‘‘Foram aproveitadas as centrais existentes e as interligações foram feitas pelas fibras óticas da empresa’’, acrescentou. Apesar disso, ele admitiu que podem haver alguns entraves, ociasionados pelos regionalismos. ‘‘O usuário vai perceber que não está sendo atendido na sua cidade, por causa do sotaque’’, afirmou. E este tipo de situação ralmente acontece. Na Brasil Telecom, onde o sistema de call center funciona há um ano, fatos curiosos mostram que os funcionários precisam de jogo de cintura.
‘‘Como a central de atendimento fica em Florianópolis, o cliente do Acre pensa que o atendente sabe detalhes de sua cidade’’, exemplificou o diretor comercial da Brasil Telecom, Lauro Martins Junior.

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