A Copel arrematou a concessão para construir e operar a Usina Colíder, empreendimento com 300 megawatts de potência no Matro Grosso a 700 quilômetros da capital Cuiabá. A estatal venceu o leilão para contratação de energia elétrica proveniente de novos empreendimentos de geração realizado ontem pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), em São Paulo. O investimento estimado para a construção da usina é de R$ 1,2 bilhão.
A companhia ofereceu um deságio de 10,9% sobre o valor teto fixado pela Aneel de R$ 116 por megawatt-hora e vai vender 70% da eletricidade produzida por R$ 103,40 por MWh. A energia será destinada a 27 distribuidoras de todo o País e vai garantir à Copel, pelo prazo de 30 anos, uma receita anual total de R$ 113,2 milhões.
Os outros 30% serão negociados no mercado livre, onde os preços de venda são melhores. Considerando por hipótese que toda a produção da usina venha a ser negociada pelo preço do mercado regulado, a nova hidrelétrica da Copel gerará mais de R$ 5 bilhões em receitas durante todo o tempo da concessão.
Para o presidente da Copel, Ronald Ravedutti, a vitória no leilão representa ''o início de uma nova era de crescimento da Copel''. Para a construção, a empresa terá como parceiros as empresas J. Malucelli Construtora, Engevix, VLB Engenharia, CR Almeida e Impsa.
A estatal também tinha interesse na Usina Garibaldi no rio Canoas, em Santa Catarina que foi arrematada pela Triunfo Participações e Investimentos que ofereceu deságio de 18,8%% em relação ao preço teto do edital de R$ 133 por MWH. Esta usina terá 177,9 MW de potência instalada e o valor previsto de investimento é de R$ 719,3 milhões.
''Participamos dessa disputa ao lado da Eletrosul e dentro do nosso limite de responsabilidade como empresa estatal, pois entendemos tratar-se de um empreendimento com elevado risco fundiário, com escala reduzida e, em termos estratégicos, que não nos abre novas perspectivas futuras'', disse Ravedutti. ''Dessa forma, preferimos concentrar nossos esforços na Usina Colíder, esta sim, um projeto com enorme potencial estratégico por já colocar a Copel dentro da região onde acontecerá a expansão da geração hidrelétrica do Brasil'', destacou.
Em junho, a Copel já tinha arrematado a concessão para construir e operar duas obras de grande porte - uma linha de transmissão e uma subestação - no interior de São Paulo que vão demandar investimentos de R$ 270 milhões.
Ainda no mês passado, a estatal resolveu encerrar a política de descontos tarifários e aplicar o reajuste autorizado pela Aneel, com isso, a conta de luz ficou 15% mais cara. O aumento foi justificado para fazer caixa com o objetivo de investir na expansão dos sistemas de geração e transmissão.

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