Arquivo FolhaRetaguardaO presidente da Copel, Ingo Hubert: ‘‘Investimentos previstos vão fazer frente ao acelerado processo de industrialização do ParanᒒOs US$ 575 milhões que a Copel conseguiu com a venda de suas ações na Bolsa de Nova York, há duas semanas, serão totalmente investidos em programas da empresa, que deverá aplicar, até o final do ano que vem, R$ 1,4 bilhão na melhoria e ampliação dos sistemas de geração, transmissão e distribuição de energia elétrica. Até o ano 2002 a Copel pretende investir cerca de R$ 3,2 bilhões, o que representa uma média de R$ 600 milhões por ano. Tudo isso para ‘‘fazer frente ao acelerado processo de industrialização do Paraná liderado pelo governador Jaime Lerner’’, enfatiza Ingo Hubert, presidente da empresa.
Ferdinando Schauenburg, diretor econômico-financeiro, informa como a Copel aplicará os recursos captados em Nova York:
‘‘Aproximadamente US$ 270 bilhões irão para melhoria e ampliação dos sistemas elétricos; cerca de US$ 130 milhões serão utilizados para abatimento da dívida de curto prazo da empresa, que hoje é de US$ 180 milhões e, por ser indexada ao dólar, está sujeita à variação cambial. Em torno de US$ 80 milhões irão para aporte de capital na construção da hidrelétrica de Salto Caxias. E os US$ 95 milhões restantes serão divididos em capital de giro, para as operações do dia a dia da companhia, e na formação de um fundo de reserva para pagamento ao BNDES, em maio de 1998, do empréstimo-ponte de R$ 150 milhões para Salto Caxias’’.
Na operação - emissões primárias de ações preferenciais nominativas -, a Copel captou inicialmente US$ 500 milhões. Mas a grande demanda permitiu que a empresa realizasse operação complementar, denominada green shoe, no valor de US$ 75 milhões.
O consumo de energia no Paraná tem crescido a taxa maiores que no restante do País - 6,7% ao ano, contra 5% da média nacional - e as estimativas, segundo Ingo Hubert, são de que essa situação irá até a metade da próxima década:
‘‘O consumo nas áreas residencial e comercial deve chegar a crescer 8% ao ano e nossa expectativa é que o consumo industrial de energia também passe a aumentar mais rapidamente. Por isso nossa preocupação em investir nos sistemas que levam energia das usinas até as unidades consumidoras em todo o Estado’’. Ele ressalta que o Paraná ‘‘vive uma verdadeira revolução industrial e logo será o segundo pólo automobilístico do Brasil’’.

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