Copel testa gerador inédito no País
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quinta-feira, 07 de junho de 2001
Luciana Pombo De Curitiba 
A Companhia Paranaense de Energia (Copel) começa a testar em 60 dias equipamento importado da International Fuel Cells (IFC), dos Estados Unidos, capaz de produzir energia elétrica e calor a partir da reação química entre átomos de oxigênio (coletados no ar) e hidrogênio (retirados do gás natural encaminhado pela Companhia Paranaense de Gás Compagás).
A energia produzida tem nível zero de poluentes. O equipamento, conhecido como célula a combustível, é usado apenas nos Estados Unidos, Canadá e alguns países da Europa. Vamos testar essa célula e aperfeiçoá-la para o uso no Hemisfério Sul. A intenção é tropicalizar esse equipamento e fornecer para o mercado nacional, afirmou Pedro Augusto do Nascimento Neto, diretor-superintendente da Copel Distribuição.
Foram importadas três células por um custo de US$ 860 mil cada uma. A primeira já foi instalada no Pólo Operacional da Copel no bairro do Mossunguê e será usada para a geração de eletricidade que irá alimentar o Centro de Processamento de Dados da Copel, cujo consumo médio é de 120 quilowatts (kw). Cada célula tem uma produção de 200 quilowatts (kw), o suficiente para suprir de eletricidade um grande condomínio com cerca de 200 residências. O restante da eletricidade gerada será usada para abastecer outras áreas em que temos problemas rotineiros. Com isso, o sistema fica livre de qualquer falha de energia, complementou.
A energia térmica gerada pelo sistema pode ser usada para o aquecimento da água. O calor gerado pela reação química seria suficiente para elevar em 50 graus centígrados a temperatura de 3,5 mil litros de água por hora. No entanto, ela será usada para aquecer os 6 mil litros de água quente consumidos diariamente pelo refeitório do pólo, poupando gás de cozinha (GLP).
As demais células deverão ser instaladas no campus do Centro Politécnico da Universidade Federal do Paraná (UFPR), no prédio onde funciona o Instituto de Tecnologia para o Desenvolvimento (Lactec), no último trimestre deste ano; e em um dos hospitais públicos da Região Metropolitana de Curitiba, no primeiro trimestre do ano que vem. Dentro de três anos, teremos um parque significativo gerado através dessa tecnologia, aposta Henrique José Termes Neto, diretor-superintendente do Lactec.


