Copel tem resultado recorde mas reduzirá descontos
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terça-feira, 28 de março de 2006
Andréa Bertoldi<br>Equipe da Folha 
Curitiba - A Copel fechou o ano de 2005 com um lucro líquido de R$ 502,4 milhões, resultado 34% superior ao ano anterior. Apesar de a companhia ter obtido o maior lucro líquido da sua história, ontem, o presidente da empresa, Rubens Ghilardi, admitiu que o desconto médio de 6,8% para os consumidores que pagam a conta em dia, deve ser menor até junho. No dia 24 de junho, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) divulga o índice máximo de reajuste que a Copel pode aplicar às contas de energia.
A Folha já tinha informado com exclusividade na edição de ontem que o desconto para o consumidor final sofreria reduções neste ano. Relatório divulgado ontem pela Fator Corretora apontou que existe ''a expectativa de eliminação do desconto na tarifa aos consumidores adimplentes no próximo reajuste tarifário, que deverá ocorrer no final de junho''. A Copel iniciou a política de descontos em 2003 quando a Aneel autorizou um reajuste de 25% e o governador Roberto Requião resolveu transformar este porcentual em desconto para os consumidores que pagassem a conta em dia. A empresa permaneceu um ano e meio sem reajustar as tarifas.
O desconto para pagamento à vista gera uma perda de faturamento bruto anual de R$ 250 milhões a R$ 280 milhões. Segundo Ghilardi, o desconto não representou prejuízos mas contribuiu para reduzir a inadimplência e aumentar o consumo médio em 3,6% em 2005.
Ghilardi destacou que, nos últimos três anos, a Copel acumulou lucros superiores a R$ 1 bilhão. Ele lembrou que em 2002 a empresa tinha apresentado prejuízo de R$ 320 milhões. Em 2003, o lucro líquido foi de R$ 170 milhões, em 2004 de R$ 320 milhões e no ano passado de R$ 502,4 milhões. Os setores que mais contribuíram para o aumento do lucro foram geração, distribuição e transmissão de energia, segundo o presidente.
Segundo o diretor adjunto da área de finanças e relações com investidores da Copel, Elzio Batista Machado, 5% do lucro líquido deve ficar como reserva legal, 25% vai para remunerar os acionistas e o restante deve ser aplicado em investimentos.
Do total de investimentos de R$ 437,3 milhões de 2005, quase 90% foi destinado às áreas de distribuição (R$ 241,1 milhões) e transmissão de energia (R$ 148,9 milhões). O restante dos recursos de investimentos contemplou as áreas de telecomunicações com R$ 23,6 milhões, geração com R$ 20,9 milhões e participações com R$ 2,7 milhões. A Elejor e a Compagas, empresas subsidiárias da Copel, investiram durante o ano R$ 225,1 milhões e R$ 9,9 milhões, respectivamente.


