Curitiba - A Companhia Paranaense de Energia (Copel) fechou o ano de 2007 com um lucro líquido de R$ 1,107 bilhão, resultado 10% menor que o verificado em 2006, quando o lucro atingiu R$ 1,242 bilhão. O presidente da estatal, Rubens Ghilardi, explicou que o resultado de 2006 tinha sido aumentado em mais de R$ 500 milhões pela reversão dos provisionamentos realizados naquele ano destinados ao pagamento do gás natural da Usina de Araucária e Cofins. Desde 2003, a empresa acumula um lucro líquido de R$ 3,4 bilhões e investiu R$ 2,6 bilhões.
No ano de 2006, a Copel teve uma reversão referente ao acordo do contrato de gás natural, o que provocou um efeito positivo no lucro líquido de R$ 416,4 milhões. Ainda em 2006, houve uma reversão referente a Cofins que incide sobre a venda de energia do período de junho de 1999 a junho de 2001, que gerou um efeito positivo no lucro de R$ 130,4 milhões.
Em 2007, a companhia teve reversão referente ao acordo da energia adquirida da empresa Cien que gerou aumento de R$ 60,4 milhões no lucro líquido. Ainda foi incorporado ao lucro no ano passado a reversão da provisão de Pasep e Cofins calculada sobre o acordo com a Petrobras que trouxe um efeito positivo de R$ 19,7 milhões. A perda da Copel ficou com a provisão de R$ 112,5 milhões referente ao não recolhimento da Cofins sobre a venda de energia de junho de 1999 a junho de 2001. Nesta última questão, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) concedeu uma decisão desfavorável a Copel, o que fez a estatal ter que reservar R$ 112,5 milhões do caixa para o pagamento da Cofins.
O balanço divulgado ontem aponta ainda uma receita operacional líquida de R$ 5,422 bilhões, 10,9% maior que em 2006. No entanto, os custos e despesas operacionais tiveram um aumento de 16,1% e fecharam o ano de 2007 em R$ 3,814 bilhões.
O consumo de energia da Copel foi de 6,8% em 2007. O maior crescimento foi verificado entre os consumidores industriais (38,7%), seguido dos residenciais (25,7%) e dos comerciais (18,6%).
A receita operacional líquida da companhia chegou a R$ 5,42 bilhões, o que significa um aumento de 10,9% em relação a 2006. A capacidade de geração de caixa medida pelo Lajida (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) atingiu R$ 2,03 bilhões, valor 2,7% superior ao de 2006. O patrimônio líquido cresceu 13,5% e encerrou o ano passado em R$ 7,23 bilhões com rentabilidade de 15,3%.

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