Copel tem aval para comprar Sercomtel
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quinta-feira, 30 de abril de 1998
Carmem Murara 
Marcelo AlmeidaSinal verdeNey Braga, presidente do Conselho: estatal já pode negociarO Conselho de Acionistas da Copel (Companhia Paranaense de Energia) aprovou ontem, em assembléia geral, a liberação da empresa para a compra das ações da Sercomtel S/A - Telecomunicações. A Copel está autorizada a comprar até 35% das ações da telefônica de Londrina. As negociações para a aquisição das ações foram aprovadas pela maioria dos acionistas majoritários da Copel.
A confirmação do aval à Copel foi dada pelo presidente do Conselho Administrativo da empresa, ex-governador Ney Braga, logo após a reunião. Nós autorizamos a Copel a poder entrar em negociação com a Sercomtel para adiquirir as ações, afirmou o ex-governador. Ney Braga enfatizou a necessidade de a empresa de energia partir para novos investimentos, ressaltando que dessa maneira a Copel atenderá melhor a população do Estado.
Considerado um dos políticos que mais lutaram para estruturar a Copel, o ex-governador disse que decidiu aprovar a compra das ações da Sercomtel porque o governo do Estado, acionista majoritário, defendia a operação. Se o governo não aprovasse a compra, o Ingo Hubert (presidente da Copel) e eu também não aprovaríamos, enfatizou.
Marcelo AlmeidaNada a declararHubert, presidente da Copel: sem comentários sobre a decisão
O presidente da Copel preferiu não falar sobre a possibilidade de comprar as ações e deixou a reunião sem atender a Folha. A assessoria de imprensa da Copel informou que Hubert não falaria sobre o assunto. Os jornalistas devem obter as informações na prefeitura de Londrina ou na Sercomtel, mandou o recado pelos assessores.
Minutos mais tarde, o secretário da Fazenda, Giovani Gionédis, disse que a pessoa mais credenciada para falar sobre o resultado da reunião era o presidente da Copel. Gionédis se manteve afastado da assembléia de ontem. O diretor geral da Secretaria, Norton José Siqueira, foi quem levou a posição do governo para a reunião.
O governo é o acionista majoritário da Copel com 60% das ações ordinárias. Os demais acionistas são a empresa Paraná Investimentos (25%) e Eletrobrás (1,1%). Há ainda 0,2% em ADSs, 12,3% em custódia nas Bolsa de Valores e 1,4% com os pequenos investidores.
Gionédis disse que o governo apoiaria qualquer decisão tomada pela Copel. O negócio é rentável e não há razão para ficar de fora, afirmou, no início da tarde de ontem. Ele disse que a Copel tem autorização para investir fora do setor de energia elétrica desde o ano passado, quando a Assembléia Legislativa aprovou a abertura da companhia para novos investimentos. Esta é a primeira vez que a Copel comprará ações de uma outra empresa.


