Copel retoma projeto de usinas à base de bagaço de cana
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 30 de julho de 2008
Cláudia Palaci<br>Equipe da Folha 
Curitiba - A Companhia Paranaense de Energia Elétrica (Copel) faz novamente chamada pública para identificar e selecionar parceiros que queiram construir usinas térmicas produtoras de álcool e açúcar que utilizem como combustível o bagaço de cana. A estatal oferece parceria aos interessados, mas manterá entre 51% a 60% do controle acionário do empreendimento.
Os novos prazos estabelecidos pela concessionária fixam o dia 18 de agosto como limite para a apresentação de documentos para a habilitação dos interessados e até o dia 29 de setembro para que sejam anunciados os projetos aprovados. Segundo a companhia, o processo foi suspendido em maio devido a dificuldades relatadas por potenciais participantes para reunir a documentação exigida.
A Copel pretende viabilizar a instalação de até 120 MW de potência junto às usinas processadoras de cana no Paraná. As estimativas indicam o investimento de R$ 260 milhões nesses projetos, repartidos proporcionalmente entre a Copel e os seus parceiros.
O potencial de geração de energia elétrica a partir do bagaço da cana-de-açúcar produzido no Paraná, é de 600 megawatts, quantidade o suficiente para abastecer quatro cidades com o tamanho de Londrina - cerca de 500 mil habitantes. A última safra de cana no Estado chegou aos 10 milhões de toneladas. Uma vantagem apontada por especialistas é que a cana é colhida na seca, época em que os reservatórios não estão com carga total, e uma dose extra de energia equilibraria oferta e demanda.


