Curitiba - O consumo de energia elétrica faturado pela Companhia Paranaense de Energia (Copel) de janeiro a setembro atingiu 13.978 GWh, o que significa uma redução de 0,2% comparado com o mesmo período do ano passado. A maior queda ocorreu no consumo da classe industrial, incluindo os consumidores livres atendidos pela Copel Geração. Neste segmento a redução foi de 5,3%. Segundo informações da área de Relações com Investidores da Copel, o desempenho negativo no consumo de energia na área industrial foi provocado pela estiagem que levou à quebra de safra, pela valorização do real que trouxe reflexos negativos para as exportações e pela saída de consumidores que optaram pelo mercado livre.
A montadora Volvo é um dos consumidores do mercado livre de energia desde dezembro de 2004. Uma das principais vantagens que a empresa encontrou foi a redução de custos. Até agora, participar deste mercado tem sido compensador para a companhia.
Para o diretor da Enercons Consultoria, Ivo Pugnaloni, a redução do consumo da classe industrial pode ser explicada principalmente pelos consumidores que optaram pelo mercado livre de energia. Segundo ele, a compra de energia neste mercado traz uma economia média de 25%. Pode comprar energia no mercado livre o consumidor de grande porte que tem demanda superior a 3 megawatts e nível de tensão de 69 quilovolts. Geralmente são indústrias e grandes estabelecimentos comerciais. Estes consumidores podem comprar energia de outras concessionárias e não apenas da Copel.
Segundo ele, a saída dos consumidores para o mercado livre gera uma perda de faturamento para a Copel mas, por outro lado, libera a estatal de realizar novos investimentos em geração. A classe industrial representou 38,8% do mercado da Copel e é formada por 55.291 consumidores que utilizaram 3,583 milhões de megawatts/hora de janeiro a setembro. O número de consumidores nesta classe teve um crescimento de 6,1%.
O maior crescimento foi verificado na classe comercial que representou 18,01% do mercado da Copel no período e teve aumento de 4,9% no consumo. A Copel informa que o crescimento do consumo está relacionado ao bom desempenho do setor e ao aumento do número de consumidores de 1,8%. Os 276.700 clientes comerciais da estatal consumiram 2,529 milhões de megawatts/hora.
Na classe residencial, que respondeu por 25,6% do mercado de energia, cresceu 2,8% nos primeiros nove meses do ano. Segundo a empresa, esse resultado não foi melhor em função do racionamento de água provocado pela estiagem na região Sul e consequente redução do uso da eletricidade para aquecimento de água. A Copel teve crescimento de 2,9% nesta classe de consumidores que totalizaram 2,618 milhões e utilizaram 3,583 milhões de megawatts/hora.
A classe rural teve crescimento de consumo de energia de 2,4% de janeiro a setembro e foi responsável por 7,7% do mercado faturado da Copel. A companhia esclareceu que esse resultado está relacionado ao longo período de estiagem que levou a um uso mais intenso de irrigação.

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