A Companhia Paranaense de Energia (Copel) anunciou ontem que o reajuste nas contas de luz será de 9,7%, em todo o Estado, a partir deste mês. O índice ficou ligeiramente abaixo da média nacional anunciada pelo Departamento Nacional de Águas e Energia Elétrica (Dnaee), órgão do Ministério das Minas e Energia, na segunda-feira. A média nacional é de 9,9% e atinge 26 distribuidoras em todo o País.
O reajuste da tarifa vale para todas as classes consumidoras (residencial, comercial, industrial e iluminação pública). Ao contrário do último aumento, desta vez não houve alteração na estrutura dos subsídios concedidos aos consumidores.
Quem tem um consumo mensal até 30 quilowatts permanecerá com uma taxa de 65% de desconto sobre a tarifa normal. O desconto cai para 40% entre 31 e cem quilowatts/mês. Na faixa de consumo entre 101 até 200 quilowatts/mês, o desconto é de 10%.
O Ministério da Fazenda justificou o aumento nas tarifas como sendo um ‘‘reequilíbrio’’ das contas das distribuidoras e ainda para incentivar os investimentos privados no setor de energia elétrica.
O último reajuste das tarifas de energia tinha acontecido em novembro de 1995, quando foram reduzidos os subsídios. Para justificar o aumento, a Copel mostra que o reajuste ficou abaixo da inflação registrada nos últimos 17 meses. Segundo o Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M), da Fundação Getúlio Vargas, a inflação acumulada desde novembro de 95 foi de 13,68%.
Como os novos valores das tarifas estão em vigor desde segunda-feira, a Copel fará um cálculo proporcional das contas de luz neste mês. Até o dia 7 de abril, as faturas serão calculadas com base na tarifa anterior.

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