Copel quer renegociar debêntures
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quarta-feira, 02 de fevereiro de 2005
Vânia Casado<br>Equipe da Folha 
Curitiba Nos próximos dias, a Companhia Paranaense de Energia (Copel) deverá apresentar ao mercado a taxa de juros com que pretende renegociar R$ 100 milhões em debêntures, que vencem no final deste mês de fevereiro. O presidente da Copel, Rubens Ghilardi, empossado ontem, espera que o mercado aceite a renegociação que será oferecida numa operação estruturada pelo Banco do Brasil.
A renegociação foi aprovada ontem durante reunião do Conselho de Administração da companhia, onde também foi empossada a nova diretoria. Além de Ghilardi, que agora acumula os cargos de presidente e diretor de Finanças e Relações com Investidores, o engenheiro agrônomo Luiz Antonio Rossafa assumiu a diretoria de Gestão Corporativa no lugar no Ronald Ravedutti, que assumiu a diretoria de Distribuição. O presidente do Conselho de Administração, João Bonifácio Cabral Júnior, deu posse a todos eles.
O volume de debêntures que a Copel quer repactuar faz parte de um pacote de R$ 500 milhões em debêntures emitidos em 2002, último ano de administração da gestão anterior. Desse total, R$ 100 milhões já venceram no ano passado e a Copel não conseguiu renegociar porque o mercado não aceitou as taxas oferecidas e a empresa teve que recomprar os papéis. Os R$ 300 milhões restantes vão vencer somente em 2007.
Ainda na reunião do ontem, o Conselho de Administração aprovou outro pacote, o de investimentos de R$ 493 milhões que a Copel vai fazer no biênio 2005 e 2006. Desse total, R$ 250 milhões serão aplicados em linhas de transmissão, R$ 150 milhões em distribuição (redes de baixa tensão). Os R$ 90 milhões restantes serão investidos em telecomunicações, geração e manutenção das unidades físicas da empresa.
Os investimentos serão custeados por recursos próprios da empresa e com empréstimos que ela está contratando junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e Eletrobrás. A Copel está aguardando a liberação de R$ 240 milhões do BNDES para este mês. Com isso, a empresa espera o retorno do empréstimo de R$ 25 milhões que fez para a subsidiária Elejor não parar as obras de construção das usinas de Santa Clara e Fundão, no rio Jordão. A Elejor não havia conseguido o empréstimo junto ao BNDES e a Copel antecipou.
Com a liberação do BNDES, os recursos voltam aos cofres da estatal, explicou o presidente do Conselho de Administração. Segundo ele, a Copel não está repetindo a prática do governo anterior de antecipar recursos para suas sócias porque a Copel é acionista majoritária na Elejor. ''Essa antecipação de recursos segue política determinada pelo governador Requião da Copel participar somente nas parcerias em que a empresa for majoritária'', salientou.
Ghilardi falou ainda da criação da comissão de representantes da El Paso, Petrobrás e Copel, que ontem promoveu a primeira reunião, no Rio de Janeiro, para solucionar a situação da Usina Elétrica a Gás (UEG) de Araucária. De acordo com o presidente o acordo entre as empresas passa pela retirada das ações que estão tramitando tanto na justiça nacional quanto em foro internacional. A expectativa da empresa é que o acordo viabilize o funcionamento da usina.


