Copel quer operar linhas no Paraná
A Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia (CBLC), em São Paulo, recebeu ontem a documentação de 11 empresas isoladas ou em consórcios interessadas na construção e operação de três novas linhas de transmissão de energia nos Estados do Paraná, de Minas Gerais, do Espírito Santo e do Rio de Janeiro. O leilão está marcado para o próximo dia 13 de junho, na Bolsa de Valores do Rio de Janeiro. No próximo dia 22 de maio, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) vai definir as empresas habilitadas a essa concorrência.
Conforme informou, o vencedor será a empresa ou o consórcio que se propuser a cobrar a menor tarifa para o transporte de energia. Seu compromisso será concluir as obras e iniciar a operação comercial até julho de 2003.
Entre as empresas interessadas no leilão estão a Companhia Paranaense de Energia (Copel), a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), a Espírito Santo Centrais Elétricas AS (Escelsa) e o consórcio Schahin-Alusa. Embora não tenha impacto imediato na atual crise energética, essas obras poderão aliviar o cenário de abastecimento em 2003. Ao todo, os investimentos previstos nas três linhas somam R$ 280 milhões.
A primeira delas vai ligar a subestação de Bateias (PR) à subestação de Jaguariaiva (PR), para o escoamento da energia da Companhia Paranaense de Energia (Copel). A segunda fará a transmissão de eletricidade da subestação Ouro Preto 2 (MG), da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), para a subestação de Vitória (ES), de Furnas. A última fará a ligação entre as subestações mineiras de Itumbiara e Marimbondo, ambas de Furnas.
A Aneel assina na próxima segunda-feira o contrato com o Grupo de Empresas Associadas de Barra Grande para a construção e operação de uma usina hidrelétrica no rio Pelotas, na divisa entre o Rio Grande do Sul e Santa Catarina. O grupo empresarial é formado pela VBC Energia, Valesul Alumínio, DME Energética, Alcoa Alumínios, Camargo Correia Cimentos. O investimento somente na construção da usina de Barra Grande será de R$ 802 milhões, e a energia gerada, de 690 Megawatts, poderá atender ao consumo de cerca de sete milhões de pessoas.
Multa disfarçadaOs consumidores que não economizarem energia elétrica poderão ter de pagar uma tarifa maior pela parte do consumo que exceder os limites a serem determinados pelo governo. A proposta, ainda em estudo entre os técnicos do governo, será levada à apreciação do presidente Fernando Henrique Cardoso. Uma fonte do governo envolvida nos estudos, afirmou que a idéia, que está aliada à concessão do bônus, é tentar estimular a sociedade a gastar menos energia durante o período do racionamento.





