Pela primeira vez desde 1994, quando abriu seu capital com ações em bolsa, a Copel divulgou seu planejamento estratégico de longo prazo, considerando um horizonte de quatro anos. As metas alcançam todos negócios principais - geração, transmissão, distribuição e comercialização de energia elétrica - e áreas complementares, como distribuição de gás canalizado, saneamento, telecomunicações e serviços especializados de engenharia. Está nos planos, por exemplo, expandir em até 44% a sua atual capacidade instalada para geração de eletricidade, que é de 5.158 MW (megawatts).
Parte da disponibilidade futura, segundo o informe, deverá resultar do aproveitamento de fontes alternativas - naturais, limpas e renováveis - de produção de energia. A pretensão da companhia é que tais fontes representem 22% de participação na sua matriz energética em 2015, conforme destaca o presidente da estatal, Lindolfo Zimmer.
Na área da comercialização de energia, a Copel pretende aumentar para até 34% a parcela de sua geração própria negociada no ambiente de contratação livre. No segmento de transmissão de energia, o objetivo é expandir seu sistema próprio em 1 mil km de novas linhas de transmissão (hoje são quase 2 mil km de linhas) e aumentar a capacidade de transformação das subestações em até 4 mil MVA (megavolts-ampères), ampliando suas receitas em 62%.
Ainda para 2011, a Copel tem diversos empreendimentos e projetos em andamento. Entre eles está a conclusão da Usina de Mauá, que acrescentará 361 MW ao parque gerador da companhia, e dar sequência à já iniciada construção da Usina Hidrelétrica Colíder, no Mato Grosso, que agregará - a partir de janeiro de 2015 - 300 MW às disponibilidades da empresa. Além disso, a companhia planeja investir em utras usinas estão nos planos da Copel.

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