Copel poderá entrar como sócia da Foxconn no PR
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quarta-feira, 19 de outubro de 2011
Luciano Augusto e Nelson Bortolin <br> Reportagem Local 
A Companhia Paranaense de Energia Elétrica (Copel) poderá entrar como sócia do investimento de uma unidade da Foxconn na região de Maringá (Noroeste do Estado). O secretário estadual de Indústria e Comércio e Assuntos do Mercosul, Ricardo Barros, afirmou que a estatal ''toparia'' investir R$ 300 milhões no negócio com a gigante taiwanesa fabricante de eletrônicos.
A Foxconn pretende investir US$ 12 bilhões no País, diluídos em cinco anos. Ontem, circulou na imprensa que o presidente da multinacional, Terry Gou, teria confirmado a vinda da unidade para Maringá na reunião que teve com a presidente Dilma Rousseff e o ministro de Ciência e Tecnologia, Aloízio Mercadante, na semana passada. O Paraná entrou na disputa apresentando um projeto envolvendo Londrina e Maringá.
Procurado pela FOLHA, Barros disse que a vinda da Foxconn para Maringá não não tinha sido confirmada. ''Conversei pessoalmente com a ministra Gleisi Hoffmann (paranaense que comanda a Casa Civil) e não há esta confirmação'', afirmou.
O secretário comentou que teria se reunido no início da semana com representantes do Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES), no Rio de Janeiro, para tratar do financiamento, uma vez que a atuação do banco é fundamental para viabilizar o investimento. ''Estou propondo que a Copel se apresente como investidora, junto com alguns outros investidores'', apontou.
Conforme Barros, o anúncio oficial sobre o local, ou locais, onde a Foxconn irá investir deve ser feito em até 30 dias. Segundo o secretário, a empresa pretende construir duas unidades para produção de telas planas sensíveis ao toque, ao custo unitário de US$ 4 bilhões. Uma delas é que poderá ser construída no Noroeste do Paraná.
Barros disse ter estranhado a suposta definição por Maringá, porque o projeto apresentado indicava áreas no eixo Londrina/Maringá, como Arapongas e Mandaguari. Alexandre Farina, diretor-executivo da Agência Terra Rocha, que formatou o projeto paranaense, detalhou que a proposta enviada à Brasília sugeria um terreno em Arapongas. ''A ideia é aproveitar a infraestrutura do eixo Londrina/Maringá'', observou. Como não foi confirmada a implantação da Foxconn em Maringá, ele preferiu não comentar essa possibilidade.
Em nota distribuída no final do dia, o Governo do Paraná destacou que ''continua trabalhando para atrair o investimento da multinacional taiwanesa no Estado'' e reforçou que ''o secretário Ricardo Barros ainda não tem confirmação da decisão da empresa em relação à localização dos investimentos no Brasil''. Ele comentou que confia na proposta paranaense elaborada pela Agência Terra Roxa, prefeituras do Norte e Noroeste do Estado e entidades civis. ''Sabemos que a própria diretoria da Foxconn considera a proposta paranaense a melhor tecnicamente. Por isso estamos confiantes e continuamos trabalhando todos os dias para que esse anúncio seja confirmado oficialmente pela empresa'', salientou Barros.
A Foxconn é a maior fabricante de componentes eletrônicos no mundo. A empresa responde por cerca de 40% da produção mundial, 4% do total de exportação total da China e emprega mais de 1,4 milhão de trabalhadores ao redor do mundo.
A FOLHA contatou a Prefeitura de Maringá, a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, e o marido dela, o ministro das Telecomunicações Paulo Bernardo, mas ninguém se posicionou sobre o assunto. O casal teria trabalhado para atrair a Foxconn para o Paraná.
A assessoria da Copel também foi contatada, mas não deu retorno até o fechamento desta edição.


