Curitiba - A diretoria da Companhia Paranaense de Energia (Copel) está avaliando se vai se habilitar ao socorro financeiro para as empresas distribuidoras de energia elétrica oferecido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A estatal alega não estar ‘no sufoco’ como as empresas do setor que foram privatizadas, mas informou por meio de sua assessoria de imprensa que a oferta de dinheiro é bem-vinda.
  O BNDES está ofertando R$ 3 bilhões, em recursos do Tesouro Federal, numa linha de financiamento para as distribuidoras equacionarem suas dívidas de curto prazo. A dívida da Copel que vence nos próximos 12 meses chega a R$ 144,3 milhões. O valor corresponde a 7,4% da dívida total da empresa, que soma R$ 1,95 bilhão.
  A dívida total da Copel representa 39,1% do patrimônio líquido da empresa, sendo que R$ 873,3 milhões correspondem a débitos com moeda estrangeira e R$ 1,08 bilhão são dívidas em moeda nacional. Para a commpanhia, o empréstimo do BNDES daria uma folga maior às finanças, mas antes é preciso avaliar as condições do empréstimo, que exige como garantia a conversão das debêntures emitidas em ações, ponderou a assessoria da empresa.
  Para o analista de mercado, Mohamed Talah Júnior, da empresa de consultoria Century Investimentos, a Copel vai aguardar a definição das regras do setor energético para definir se vai se habilitar ao empréstimo do BNDES ou não. Enquanto a modelagem do setor elétrico não for concluída, não há motivo para a estatal contrair um financiamento, sem que ela tenha parâmetros como vai se comportar o mercado daqui para frente.
  Júnior lembrou que o empréstimo vai ser um socorro para as estatais que foram privatizadas, cujos controladores ‘‘estão com a corda no pescoço’’, com a falta de retorno dos investimentos. ‘‘Não é o caso da Copel’’, destacou. ‘‘Mais importante que o empréstimo, é saber como vai se definir o mercado energético’’, acrescentou.

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