Londrina não precisa esperar até o final de 1999, quando o gasoduto estiver em funcionamento, para instalar indústrias e deslanchar seu desenvolvimento. ‘‘A Copel fornecerá GLP (gás liquefeito de petróleo), bastando que apareçam indústrias interessadas em se instalar na cidade’’, garantiu o presidente da empresa, Ingo Hubert, durante a solenidade de abertura da 37ª Exposição Agropecuária e Industrial de Londrina, quinta-feira passada. Ele assegurou ainda que dentro de mais ou menos 30 dias dará uma reposta ao pedido de empresários para forneça energia subsidiada à agroindústria avícola.
Reunido com lideranças empresariais, políticas e de governo, o presidente da Copel anunciou que até o ano 2000 Londrina estará com sua rede de gasoduto instalada, ‘‘a exemplo do que terá Curitiba, Ponta Grossa e os municípios da região papeleira do Estado’’. O contrato assinado há três meses entre a Petrobrás e a Compagás (Companhia Paranaense de Gás) para trazer gás natural da Bolívia garantirá ao Paraná abastecimento diário de 1,7 milhão de metros cúbicos. Para se ter idéia do que representa esse volume, seriam necessárias 40 fábricas do porte da Renault - a maior indústria a se instalar no Estado - para consumi-lo. A montadora francesa gastará 40 mil metros cúbicos de gás diariamente.
Quanto ao pedido de energia subsidiada para o setor avícola, Hubert garantiu que será analisado em 30 dias. Os empresários querem que a Copel pratique os mesmos preços da Eletrosul acrescidos de ICMS. Segundo Paulo Muniz, diretor de Atividades Industriais da Sociedade Rural do Paraná, este preço poderia ser praticado nas novas unidades agroindustriais ou nas expansões contratadas, para tornar o setor mais competitivo nos mercados.
Paulo Muniz acredita que valores diferenciados de energia permitiriam uma economia de até 5% nos custos totais das empresas avícolas e capacitariam o setor a aumentar em 100% o abate de aves nos próximos cinco anos. ‘‘Com este crecimento o setor geraria 20 mil novos empregos no campo, sem custos adicionais para o Estado, como ocorre com a criação de áreas industriais ou a concessão de isenções fiscais’’.

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