A Copel não deve ter seu faturamento prejudicado por causa do aumento do dólar verificado nas últimas semanas, como foi divulgado ontem pela imprensa. A garantia é do gerente de Relações com o Mercado da Copel, Ricardo Portugal Alves. A companhia compra energia da Itaipu e a taxa fixada é em dólar, mas, segundo Alves, essa perda é repassada ao consumidor, através do aumento das tarifas de fornecimento de energia.
O reajuste tarifário da Copel está marcado para 24 de junho, segundo contrato de concessão e fornecimento de energia firmado com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) de 1999. Não há como prever de quanto será o aumento, disse Alves, porque influenciaria no preço das ações da empresa e isso poderia desestabilizá-las. Além disso, apenas na véspera é que a Aneel aplica uma fórmula que determina de quanto será o reajuste.
Os fatores que influenciam a fórmula são o Índice Geral de Preços Médios (IGPM), itens da receita não-administráveis pela empresa, (valores e índices técnicos definidos por outros órgãos) e o faturamento da companhia, excetuando-se o valor do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).
Segundo Alves, o endividamento da empresa também não é motivo de preocupação para a companhia. A Copel fechou o ano de 2000 com uma dívida real de R$ 1,4 bilhão, 26,8% do faturamento. ‘‘Mas esse valor é muito baixo para uma empresa desse porte’’, argumentou. Mesmo com 60% da dívida em moeda estrangeira, Alves afirmou que a empresa deve ter um bom desempenho em 2001. No ano passado, a empresa registrou um lucro de R$ 430,6 milhões.
Em 1999, por causa da desvalorização do real, que desde 1994 era atrelado ao dólar, a Copel também passou pelo mesmo problema. Naquele ano, o reajuste foi de 12,65%. Em 2000, as tarifas aumentaram 15,43%.

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