Curitiba - A Companhia Paranaense de Energia (Copel) não tem os documentos referentes a contratos irregulares, entre eles o contrato firmado com a comercializadora de energia Tradener, para apresentar à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Alguns documentos estão sendo solicitados há dois anos, mas a administração anterior não enviou.
A Aneel pode multar a estatal paranaense em até 1% do faturamento anual da empresa, que pode atingir R$ 30 milhões. A nova direção da Copel não quer pagar a multa e promete recorrer na Justiça, se a punição for confirmada pela agência.
A atual administração da Copel afirma que os contratos solicitados não existem. No caso da Tradener, a Aneel quer o comprovante de licitação pública, um demonstrativo das comissões pagas à comercializadora de energia, o quadro de acionistas desde a sua constituição, e o contrato social e suas alterações. A Copel informa que os dois primeiros documentos não existem. O documento dos contratos pode ser encontrado na Junta Comercial do Paraná (Jucepar).
Neles, a Aneel poderá constatar que a Tradener foi constituída por iniciativa de funcionários e ex-funcionários da Copel, entre eles o ex-gerente jurídico da estatal Luiz Alberto Blanchet.
A Aneel está cobrando ainda o encaminhamento do contrato com a termelétrica de Araucária, a UEG Araucária. A agência quer conferir os estudos sobre custos e possíveis vantagens para a empresa, da qual a Copel entrou como sócia minoritária. Por meio de ofício, a Aneel destacou que que ''não aprova a contratação da UEG''.

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